Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 05/02/2020

Ao longo do século XX, diversos regimes totalitários surgiram em nossa sociedade. De mesmo modo, na era tecnológica, esse cenário persiste. O totalitarismo, ao apresentar novas vertentes, muitas vezes não é notado pela população que desfruta das tecnologias. Dessa forma, percebe-se que a problemática apresenta raízes amargas, seja pela expansão acelerada das redes de informação, seja pela falta de políticas públicas que protejam os usuários.

Convém ressaltar, a princípio, que a evolução da tecnologia ocorreu rapidamente, de maneira desigual a produção de conhecimento. A população se encontra imersa na comodidade, na inutilidade de determinados conteúdos, e já não sabe mais diferenciar o que é útil para o seu cotidiano, e o que beira a disfuncionalidade. Numa realidade onde o acesso à internet é monitorado, a maioria das pessoas que utilizam desse meio se tornam alvos fáceis à influência e à manipulação.

De mesmo modo, destaca-se, que a carência de políticas públicas que visem à proteção da população que tem acesso as redes tecnológicas é fator determinante para a permanência do problema. Segundo Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito se encontra deturpado no Brasil à medida que que a oferta não só de segurança, mas também de privacidade não está presente em todo território nacional.

Portanto, para que a adversidade seja minimizada, é necessário uma intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, é necessário que o Poder Público, como agente fornecedor de direitos mínimos, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), crie projetos de âmbito educacional com a finalidade de conscientizar e preparar os alunos sobre o uso seguro das diversas formas de tecnologia. O governo, por sua vez, deve investir em políticas que garantam a segurança de toda a população. Só assim, com base na 1º lei de Newton, esse problema sairá da inércia.