Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 08/02/2020

A declaração universal dos direitos humanos, de 1908, defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação. No entanto, no que tange o cenário mundial, a china planeja criar um sistema de vigilância para monitorar e pontuar o comportamento de seus habitantes com ajuda das novas tecnologias. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da manipulação e alienação.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a manipulação presente na questão. A china, atualmente, testa o sistema de “crédito social” que irá atribuir a cada indivíduo uma pontuação que será constantemente atualizada com base nas observações de comportamento. Foi projetado para controlar a conduta, dando ao Partido Comunista a capacidade de administrar punições e distribuir recompensas. Nessa perspectiva, a máxima de Pierre Bourdieu no qual o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão" cabe perfeitamente. Desse modo, os chineses sofrem tremendas violações de direitos, facilitados pela tecnologia hoje a serviço do totalitarismo.

Além disso, o totalitarismo encontra terra fértil no que diz respeito ao grande poder de manipulação das tecnologias sobre a sociedade. Logo, presencia-se a forte alienação em que outrora George owrell retrata em seu livro “1984” um futuro distópico em que um Estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de moldar a opinião publica a favor dos governantes. Dessa forma, o regime totalitário se alimenta e a população vive uma liberdade ilusória.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, a população, por meio de campanhas e protestos, contra o governo, combata o abuso do Estado para estabelecer uma real liberdade. Por fim, é importante que toda a população mundial tome posição, pois, de acordo com Martin Luther King: ”a injustiça num lugar qualquer ameaça a injustiça em qualquer lugar”.