Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 02/02/2020
Na série de televisão Black Mirror em um episódio intitulado “Queda Livre,” através das atividades exercidas pelos personagens, é possível utilizar um aplicativo denominado “Star” pontuar a sociedade e de acordo com a pontuação, é possível conseguir um emprego melhor e obter muitos benefícios em futuro distópico. Contudo não muito longe da ficção, a China quer criar um “sistema de crédito social,” por meio dele será possível monitorar os pagamentos de impostos, o tempo que os chineses gastam praticando suas atividades do dia-a-dia.
Nesse contexto não há dúvida que o totalitarismo na era tecnológica é um problema mundial; o qual ocorre infelizmente, devido não só ao fato de o Estado Totalitário buscar controlar a população ferindo o direito da população de liberdade, mas também a facilidade com que se é possível fazer o mesmo. De acordo com o filósofo John Locke, representa uma não aplicação do “Contrato Social” pois o Estado não cumpre com sua função de zelar pela liberdade e propriedade privada da população.
Diante disso, é possível ver a era tecnológica vivida no século XXI vem causando alienação na população. Faz-se mister, ainda, salientar que a distorção de dados utilizada como forma de manipulação como um grande impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a sociedade vive uma liberdade ilusória causada pela “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto é fácil notar que os indivíduos além de alheio a si mesmo, acabam por tornar-se manipulados pela tecnologia.
Portanto, inquestionavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa forma, é inadiável que a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Assembleia Geral Deliberativa em conjunto ao Conselho de Direitos Humanos possam analisar o quadro atual e deliberar sobre o excesso de atitudes totalitarista em campo mundial, podendo assim confeccionar um tratado que controle atitudes totalitaristas que façam usos indevidos da mídia e tecnologia em países membros. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora tanto na liberdade da sociedade quanto na privacidade.