Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 02/02/2020
No livro “1984” de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que um Estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo a fim de moldar a opinião pública a favor dos governantes e, por conseguinte , ter maior controle sob a população. Não distante, nos dias atuais, o desenvolvimento da nova era cibernética cria, de maneira mascarada, fortes mecanismos de controle social que assemelham-se ao totalitarismo. Isso pois, a manipulação de informações por parte das grandes empresas e a grande vinculação de dados onlines por parte da sociedade criam ,juntas, uma forte maquina de controle social e impedem a plena seguridade individual e política dos cidadãos.
É fato que o domínio da vida privada e pública de uma população por parte de uma elite -aristocrata- não é poderio novo. Ao contrário, esse modelo administrativo existe desde da antiguidade ocidental, quando formam criadas as primeiras formas de interação coletiva. No mundo hodierno, no entanto, esse comando é auxiliado pela era tecnológica, na qual grande quantidade de informações falsas-como as fake news- ou enganosas -como algumas propagandas publicitárias- originam uma sociedade alienada e de fácil manipulação. Consequentemente, essa mazela social torna-se incapaz de compreender seus direitos básicos de cidadania, a exemplo da participação no comando do Estado. Segundo a política administrativa defendida pelo filosofo e sociologia Emile Durkheim, é dever de todos entender e participar da governância política, devendo assim adquirir educação e conhecimento para tal participação. Fica nítido, dessa forma, a necessidade de ensino de qualidade para população.
Outrossim, a nova era tecnologica não só é capaz de controlar e manipular dados pessoais para o controle do governo e das empresas, mas também de exercer seu própio domínio - ao prender e comandar os usuários no universo digital. Isso posto que a vinculação de dados pessoais nas redes e nos cadastros online nutre-a de informações que propiciam a manipulação do conteúdo direcionado a cada telespectador. De foma que, atualmente, as plataforma já sugerem conteúdos e compras ao seus usuários conforme, por exemplo, seu histórico de busca. Essas sugestões, embora representam praticidade para o navegador, demostram também o entendimento da maquina sobre sua personalidade e a consequente capacidade de controlar seus pensamentos. Portanto, é importante que entenda-se os limites da navegação online para que esta ocorra com segurança.
Sob essa perspectiva, cabe às escolas e instituições de ensino estimularem a lógica e o pensamento crítico em suas instituições, através de debates ou disciplinas específicas. Assim como cabe ao governo a criação de leis que defendam o controle de dados por parte das empresas onlines, com punições e multas devidas. Para que, assim como defendido por Durkheim, não hajam governos totalitários e a sociadade pode coexistir com plena segurança e dignidade.