Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 12/02/2020
Oriundo da Alemanha na década de 30, o nazismo é um exemplo de regime totalitário. Neste, seu líder Adolf Hitler era tido como um Deus, com isso, possuía poderio e influência sobre toda a nação alemã, no qual impôs ideologias sórdidas. Analogamente, com a evolução da tecnologia, ao mesmo tempo em que o acesso a informação foi facilitado, a ausência de vigilância epistêmica e o capitalismo propiciaram o surgimento de novas formas de controle na sociedade.
A priori, a falha educacional é um importante fator para maior exegese do tema. Para o filosofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, dessarte, quando a instituição educacional não desempenha sua função plenamente, esta não forma cidadãos críticos e adaptados ao meio social. Neste ínterim, a maioria populacional não desenvolve a vigilância epistêmica, ou seja, não estão aptos a filtrar as diversas informações que recebem diariamente, ficando suscetíveis a alienação. Dessa forma, a falha educacional e o consequente demérito da vigilância epistêmica faz com que as pessoas tornem-se vulneráveis e facilmente influenciadas pelos meios de comunicação.
Outrossim, vale ressaltar o capitalismo como um agente preponderante acerca da temática. Este é um sistema sócio-político-econômico que visa lograr e angariar lucros. A partir disso, através do controle de dados na internet, as empresas tem acesso aos sites mais acessados pelos usuários que sem perceber são induzidos, através de propagandas massivas, a consumir aquele conteúdo ou produto. Logo, há uma liberdade de escolha falaciosa no “mundo” virtual.
À luz do exposto, a falência educacional e o capitalismo favoreceram o estabelecimento da tecnologia como uma nova forma de controle social. Portanto, as instituições de ensino em parceria com as famílias devem promover a discussão sobre essa questão, por intermédio de palestrantes, que debatam sobre como agir “online” com o intuito de, desenvolver desde a infância, a capacidade de utilizar a tecnologia a seu favor, apurando o discernimento de informações falsas e verídicas. Além disso, o congresso nacional, a fim de amenizar esta problemática, deve formular leis que limitem o acesso das empresas aos dados dos utilizadores com o objetivo de interromper a imposição de conteúdo.