Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 05/02/2020

As décadas de 1930 e 1940 foram marcadas pela ascensão e efeitos do totalitarismo nazista liderado por Hitler, destacado pela notória política autoritária. Nesse contexto, mesmo que esse grau autoritário tenha marcado a história mundial, constata-se que tal teor totalitário transfigura -se em diversas formas na era tecnológica atual, de modo que muitos sofrem sobre esse terror tecnológico. Sob esse viés, tal problemática ocorre devido a interesses financeiros e à inércia do Estado. À vista disso, subterfúgios devem ser encontrados, a fim de solucionar esse vigente problema.

Em primeira instância, o interesse pelo capital visado pelas grandes empresas cria, na internet, uma disputa pelo seu monopólio, gerando um ambiente nada aberto a novas realidades, caracterizando o totalitarismo. Isso é visto, por exemplo, na manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados da internet, em que, a fim de vender um produto ou uma informação, essas empresas limitam o campo de pesquisa das pessoas, exercendo um elevado grau de controle sobre suas escolhas e vontades. Desse modo, essa situação precisa ser corrigida, pois, de acordo com Karl Marx, priorizar o bem pessoal, em detrimento do coletivo, gera dificuldades para a sociedade.

Outrossim, somado ao supracitado, a inação do Estado frente a esses comportamentos cibernéticos  contribui para a ascensão do totalitarismo tecnológico. Nesse sentido, quando se avalia as medidas e posicionamentos do governo relacionados a crimes digitais, vê-se que são quase inexistentes, de modo que deixa aberto para que o totalitarismo se manifeste no meio digital, causando grande desordem e discórdia para o corpo social. Tal situação, no viés das ideias de John Locke, filósofo contratualista, é errônea, pois, para ele, os cidadãos deveriam depositar a confiança no Estado que, em contrapartida, deve garantir os direitos das pessoas.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que o Estado tome providências para obliterar a ascensão do totalitarismo na era tecnológica. Para isso, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto às escolas, impulsionar o senso crítico dos alunos, por intermédio de aulas de sociologia e filosofia que irão abordar o impacto das mídias sociais no comportamento e personalidade, através de palestras, a fim de advertir sobre seus perigos e impedir a manipulção dos usuário da internet pelo totalitarismo. Ademais, o Estado, deve, ainda, criminalizar possíveis ameaças da internet, por intermédio da criação de um pacote de leis que penalizem esse tipo de situação, com o intuito de sanar essa problemática. Feito isso, garantir-se-á que o totalitarismo visto em Hiltler fique somente no passado.