Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 16/02/2020
A sociedade distópica retratada no filme “Matrix” é controlada por uma inteligência artificial que proporciona uma ilusória sensação de liberdade. Não distante da ficção, no hodierno, a tecnológica revolucionou as formas de totalitarismo e domínio social, tornando-se uma forma autoritária de controlar e vigiar a sociedade.
Em primeiro plano, a liberdade ilusória proporcionada pelo advento da tecnologia pode ser considerada uma forma totalitária de adestramento social. Para Gilles Deuleze, a facilidade de acesso dos indivíduos a diversos conhecimentos e produtos, faz com a autonomia seja, de maneira quase imperceptível, manipulada pela tecnologia. Neste contexto, dados e históricos de navegação são vendidos a corporações que por meio de algoritmos selecionam e disponibilizam apenas informações de seus interesses, restringindo e determinando o comportamento dos usuários. Analogamente ao futuro distópico retratado por George Orwell em seu livro “1984”, no qual os cidadãos eram vigiados através das “teletelas” pelo “Grande Irmão”, notam-se interesses governamentais em legitimar a vigilância social por intermédio da tecnologia. Conforme noticiado, a China possui, em um projeto piloto, uma política de Estado que objetiva monitorar e pontuar o comportamento de seus cidadãos, que será utilizado como uma espécie de ranking de confiança do governo, ato que torna legal a violação da vida privada individual.
Diante do exposto, depreende-se que as novas formas de totalitarismo na era tecnológica se baseiam no controle e na vigilância social. Para que os direitos individuais não sejam violados é necessário que os órgãos federais de segurança e educação, em conjunto com a população, desenvolvam legislações, debates e palestras com a finalidade de limitar a controle de dados pelas corporações e conscientizar os indivíduos de como usufruir da tecnologia com segurança.