Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 15/02/2020
Sob a perspectiva de uma revolução tecno-científico-informacional, vive-se o auge da evolução humana em sua relação com a tecnologia. Entretanto, essa fusão entre homem e ciência cresce de maneira desordenada e, consequentemente, faz com que as pessoas percam seu verdadeiro valor social. Nesse contexto, buscar o equilíbrio para não acontecer uma total dependencia técnologica é medida que se impõe.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar que a busca diária por avanços científicos foi colocada como meta em muitos setores. Em contrapartida, como afirma o sociólogo alemão Georg Simmel, a questão humana tem sido deixada para trás, sendo esse um dos efeitos negativos do mundo moderno. A fins de exemplo, tem-se, na atualidade, empresas que focam no investimento tecnológico e dão pouca atenção a questão social, como a “Apple”, que sofreu recentes denuncias de trabalho escravo em uma das suas cedes. Logo, nota-se um novo conceito de totalitarismo, no qual o homem é servo e inferior a modernização.
Por outro prisma, é valido ressaltar que toda a ascensão tecnológica causa uma perca da identidade capacitativa humana. Essa problemática é valida, pois ao analisar o que afirma o filósofo Zygmunt Bauman, que defende que existem muitas pessoas com potencial desperdiçado, fica explicíto que um dos motivos é porque muitas mentes brilhantes não são exploradas, pois foram substituidas por maquinas modernas. De maneira exemplificar, tem se no ensino superior cursos como o de engenharia de produção que vem perdendo suas projeções futuras, pois o serviço que seria de um engenheiro está sendo realizado por computadores. Nesse viés, percebe-se a perca da confiança intelectual da humanidade nela mesma, depositando todas as esperanças de futuro na evolução da ciência.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, orgãos mundiais , como a Organização Das Nações Unidas (ONU), podem levantar debates e ações sobre a relação entre crescimento tecnológico e humano, incentivando financeiramente os países a criarem regras nacionais, nas quais empresas investiriam obrigatoriamente uma porcentagem considerável nos recursos humanos e não somente na ciência, além de criar a Cúpula do Desenvolvimento Potêncial Humano, fazendo com que multinacionais se filiem e obtenha privilégios consideráveis, desde que, incentivem pesquisas profundas de até onde o ser humano consegue chegar com a capacidade intelectual e ministem palerstras sobre o assunto durante o ano, para que assim, haja um equilibrio entre os crescimentos, não deixando a humanidade refém da tecnologia e valorizando a identidade de cada um.