Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/02/2020

Controle,manipulação,punição. Essas são algumas características do totalitarismo. Porém, esses comportamentos persistem na pós-modernidade uma vez que as redes sociais e as fake news desempenham respectivamente o papel de controle e manipulação da sociedade. Nesse sentido, é preciso quebrar padrões e verificar as fontes das notícias.

Diante desse pressuposto, é notório que no totalitarismo a censura era uma das maneiras de controle social. Entretanto, na era tecnológica, as redes sociais é que acabam desempenhando esse papel. Na obra “Sociedade da transparência” do filósofo e sociólogo sul coreano Byun Chun Ran, o qual retrata o excesso de exposição das pessoas na internet, fica evidente que somos o tempo todo vigiados e controlados. Nesse sentido, as redes sociais desempenham a função do que o autor chama de panótipo digital. Analogamente, esse termo faz referência ao panótipo carcerário descrito por Foucalt, que assim como as redes sociais, promove uma sociedade disciplinada e padronizada.

Por outro lado, somos bombardeados constantemente com falsas notícias. Isso é o que a sociedade pós moderna chama de fake news, entretanto a disseminação de informações falsas ocorria também durante o totalitarismo e em ambas as épocas tem como objetivo a manipulação das massas sociais. Analogamente a alegoria da caverna de Platão, fica evidente que os homens presos na caverna representam aqueles que não buscam verificar a autenticidade das informações recebidas, ficando portando acorrentados em ilusões e mentiras.

Nesse sentido, a sociedade pelos meios digitais, devem quebrar os padrões estabelecidos, fazendo com que as diferenças se tornem pluralidade, dessa forma as pessoas fora dos padrões não serão controladas e punidas por não seguirem a ordem estabelecida. Além disso, é preciso quebrar as correntes e sair da caverna, sempre buscando a autenticidade das notícias que circulam na internet.