Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 14/02/2020

No final da Segunda Guerra, após atrocidades cometidas pela Alemanha através do Nazismo, a ONU, no ano de 1948, promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura a todos o direito a liberdade e ao bem-estar social. Contudo, em alguns países os governos delimitam isso, impossibilitando que parcela da população desfrute disso na prática. Nesse contexto, devido à repressão contra o livre arbítrio e à alienação dos indivíduos em massa, as novas formas de totalitarismo têm se tornado um problema na era tecnológica.

A priori, a liberdade é um dos pilares fundamentais para o bem de uma sociedade. Hodiernamente, após diversos exemplos históricos de governos totalitários e dos danos causados por eles, seria racional acreditar que já estivessem extintos. Conquanto, isso é utópico e os resultados desse contraste são refletidos na repressão contra o livre arbítrio. Segundo uma pesquisa realizada pelo site do G1, as eleições na Coréia do Norte não são realizadas para a escolha de seus representantes, mas sim para identificar os opositores do governo, que são fortemente intimidados. Diante disso, permitir a negligência de tamanha repressão é inadmissível.

Faz-se mister, ainda, salientar a alienação dos indivíduos em massa como impulsionador do problema. No romance escrito por Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, a mente das pessoas são controladas desde seu nascimento à sua morte através de uma droga chamada Soma, que traz a sensação de felicidade, fazendo com que eles não contestem as coisas que acontecem em suas vidas. Análogo ao livro, está a realidade dos regimes totalitários, que utilizam da doutrinação para se manterem no poder sem protestos da população. Nessa perspectiva, já que é a era da “Modernidade Líquida” em que a adaptação é uma das principais características, cabe às instituições internacionais cobrarem mudanças nesses regimes.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves que impedem a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. A ONU, em parceria com a OTAN, deve criar leis e tratados com os países que adotam esse regime como forma de governo, para que o direito a liberdade possa exercido pela população. Além disso, a UNESCO, deve capacitar as pessoas contra a alienação através da educação e cultura nesses países, buscando evitar que em um futuro essa realidade não retorne. O combate ao totalitarismo é gradual, seus resultados não serão imediatos, mas a partir dessas ações, cuidado e tempo, espera-se superar tais problemas.