Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 15/02/2020
O mal está mais próximo do que se imagina
O clipe musical de “Another Brick in the wall”, da banda “Pink Floidy”, denuncia um molde escolar autoritário que visava a padronização intelectual dos alunos. Análogo ao vídeo tem-se a realidade mundial atual onde há ações, por parte de grandes empresas e altos governos, visando a homogeneização dos usos e costumes globais. Em uma era tecnológica essas ações, que devem ser vistas como formas de totalitarismo, são efetivadas nos processos de globalização e massificação cultural , por conseguinte acabam outorgar o dia a dia da polução.
A priori, cabe apontar como uma forma de autoritarismo moderno o processo de globalização, que tem como principal objetivo padronizar os hábitos das diversas partes da terra por meio do jogo geopolítico. O geografo Milton Santos, em seu livro “Por uma outra globalização”, analisa a ação supracitada adjetivando-a em sua realidade vigente como uma perversidade. O que o estudioso qualifica como perversidade é um instrumento utilizado, pelas cúpulas administrativas globais, para defender os interesses dessas minorias poderosas que tentam ,e conseguem na maioria dos casos, dominar o mundo e ditar suas regras visando o cumprimento de seus iníquos desejos de enriquecerem.
Semelhantemente ao meio técnico-científico informacional, a massificação cultural também se apresenta como um atual modo de poder totalitário. O termo massificação cultural foi criado por dois filósofos da escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, com o intuito de denunciar um feito muito realizado pelas grandes empresas ,através da propaganda, que é padronizar as pessoas por meio da indução ao consumo das mesmas mercadoria. A massificação visa o lucro das grandes empresas, que com o advento da tecnologia passaram a ganhar ainda mais dinheiro , pois em qualquer lugar do globo, seja através de uma televisão, de um “smartphone”, ou por qualquer outro meio tecnológico conseguem, coercitivamente, influenciar alguém a compra o refrigerante da marca “x”, por exemplo.
Depreende-se assim que essas novas formas de totalitarismo estão mais próximas de seu alvo do que se imagina, conseguindo, por tanto,subverter diariamente a população, até de pequeninas comunidades. Destarte, atitudes tomadas por Organizações Não Governamentais (ONGs) locais ligadas ao desenvolvimento social são imprescindíveis, ações como a promoção de feiras noturnas com o intuito de apresentarem os costumes e a cultura regionais e brasileiras, além de palestras que apresentem os conceitos apontados no texto de maneira compreensível à todos visando uma não padronização e de certo modo resistência ao que é imposto em detrimento dos costumes locais. Desse modo muitos deixarão de ser mais um tijolo na parede.