Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 06/02/2020
A Revolução Industrial possibilitou a globalização mundial, fato que induziu a disseminação de milhões de informações a nível internacional. Nessa conjuntura, as mídias sociais revolucionadas pela tecnologia da informação elevaram o patamar de interação social. Entretanto, isso afeta diretamente a população, a qual é constantemente alienada pelo controle de dados na internet e valoriza espetáculos em detrimento de realidades estarrecedoras, aumentando as formas de opressão social.
Em primeiro plano, é necessário destacar a manipulação que ocorre no âmbito virtual. Nesse cenário, é possível usar como exemplo a empresa Facebook -a qual tem Mark Zuckerberg como dono e fundador. Em 2018, o jovem empresário foi alvo de críticas severas à sua rede social por conta de dados pessoais de mais de 87 milhões de pessoas expostos pelo Facebook, corroborando com a falta de privacidade debatida pela sociedade atualmente. Dessa forma, nota-se a utilização dessa mídia virtual como meio para reter e utilizar informações pessoais para fins políticos e/ou comerciais, acarretando a alienação das pessoas, as quais são lesadas por grandes empresas, ratificando a falta de liberdade contemporânea na internet.
Em segundo plano, a forma como as populações destacam expressões superficiais de grande renome e se mantém alheias às problemáticas sociais é preocupante. Exemplo disso, o livro do escritor francês Guy Debord “Sociedade do espetáculo” retrata um meio social no qual as pessoas valorizam a imagem e a propaganda -sempre voltadas ao capitalismo- forjando um mundo idealizado. Porém, esse tipo de pensamento revela uma sociedade consumista e de fácil manipulação. Logo, a atenção que é destinada em demasia à essa idealização ofusca a carência da classe de baixa renda, gerando uma desigualdade social extremamente separatista e a inseminação de preconceitos e discursos de ódio, confirmando o imbróglio causado pela conduta opressora das novas tecnologias.
Dessarte, faz-se necessário que o totalitarismo veiculado pelo meio técnico-informacional seja combatido. Portanto, é dever da Polícia Federal agir sobre as redes sociais, criando e utilizando de programas cuja identificação das invasão de privacidade seja exposta e punida de forma correta, com a finalidade de minorar os casos tornar o ambiente mais seguro. Ainda, é dever das escolas incentivarem o debate à temática, criando espaços abertos para a livre exposição de ideias e conversas, no intuito de conscientizar os jovens e diminuir a alienação na geração futura. Desse modo, notar-se-á o uso seguro da internet e o aumento da criticidade da população.