Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 09/02/2020
O totalitarismo é um sistema político que predominou na metade do século XX, muito autoritário, onde a vida pública e privada de cada indivíduo é altamente controlada pelo Estado. Igualmente, nos dias atuais, ele se faz presente, mas de uma forma tão sutil que na maioria das vezes não notamos sua presença. Esse cenário antagônico é fruto tanto da poderosa influência das novas tecnologias quanto da atual indústria cultural.
Deve-se analisar, de início, que as poderosas ferramentas atuais para comunicação estão entre as causas do problema, uma vez que hoje as pessoas se veem obrigadas a dependerem de tecnologias, com um smartphone, para sobreviverem. Além disso, quando os cidadãos enfim possuem seus aparelhos, para que eles possam usufruir de maneira plena do seus eletrônicos, precisam colocar uma série de dados pessoais em vários softwares, gerando assim o monitoramento da vida privada dos seus usuários, mesmo que eles desconheçam a prática, seja pelo Estado, caso o aplicativo pertença a uma estatal, ou por uma empresa privada, como a Google.
Outrossim, condiz evidenciar que a mídia está entre as principais causas da questão, tendo em vista seus vastos conteúdos banais, como programas de auditórios, desestimularem as críticas sociais dos seus consumidores. Sendo assim, para esse fato, o sociólogo Theodor Adorno denominou de indústria cultural, que além da alienação em massa, impede na formação dos indivíduos autônomos, independentes e capazes de julgar e decidir conscientemente.
Portanto, para que as novas formas de totalitarismo nessa era tecnológica deixem de existir no contexto atual brasileiro, medidas precisam ser tomadas. Logo, cabe ao MEC promover campanhas conscientizadoras para a população por meio de palestras nas escolas, propagandas na TV e postes em redes sociais para que a indústria cultural no país seja enfraquecida, e assim teremos uma população com capacidade de discernir as doutrinas autoritárias do atual século.