Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 12/02/2020
Seguindo a ótica do sociólogo Hebert Marcuse, a sociedade de massa contemporânea é uma nova forma de totalitarismo, só que mais perigosa, porque este totalitarismo não é percebido como tal. Analogamente, a medida que a tecnologia avança, torna-se mais fácil a ampliação da malha de poder midiática. Sob esse viés, o “quarto poder” utiliza-se da manipulação e alienação do indivíduo na contemporaneidade.
Em primeira análise, infere-se que o ser humano pós-moderno está imerso em uma liberdade ilusória, como a proposta por Zygmunt Bauman em “Modernidade líquida”. Portanto, os sujeitos vivem em uma constante busca para encaixar-se em padrões impostos pela mídia. A qual luta contra a livre expressão de ideias e a livre circulação de informações, apesar destes serem direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988. Eventualmente, a sociedade brasileira desprendeu-se de correntes de uma ditadura militar e está agarrando-se a uma ditadura da imprensa.
Outrossim, o movimento totalitário é onipresente, atinge a sociedade como um todo, desde as ações políticas, econômicas até a vida privada. Ademais, a aceitação social está sendo forçada para com as pessoas cada vez mais cedo, visto que a população vem habituando-se do meio digital cada dia mais precocemente. Em suma, a tirania midiática posiciona o indivíduo fora da sua realidade. A alienação na sociologia marxista é descrita como um momento onde os Homo sapiens sapiens perdem-se a si mesmos. Instaurando-se em um sodalício gradativamente artificial.
Diante dos argumentos supracitados, é necessário que as instituições escolares promovam uma disciplina voltada para a educação digital, visando a didática virtual consciente no meio social. É importante também que o Ministério da Educação promova campanhas midiáticas a fim de conscientizar os sujeitos sobre a manipulação e a alienação pelos meios de comunicação. Aderindo por meio destas uma sociedade mais atenta a influências advindas da era tecnológica.