Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/02/2020

No âmbito social é evidente que com o passar dos anos são visíveis mudanças que levam a sociedade a evoluir ou retroceder de uma nova forma. Por conseguinte, é possível afirmar que este retrocesso em dimensão atual se da pelo emprego de um totalitarismo tecnológico disfarçado, que traz consigo a servidão do homem a tal e uma alienação em relação aos seus pensamento e ideais.

O nazismo na Segunda Guerra Mundial, a Ditadura Militar no Brasil em 1964 e entre outros exemplos, de certo,  refletem como a história alerta que o poder concentrado em poucas mãos corrompe a sociedade, levando-a a submissão e uma opressão, observada também atualmente na Coreia do Norte. À vista disso, resgatando a fala de Carl Jung em “Todos nós nascemos originais e morremos cópias” é inferível que o homem em sua essência quando bombardeado diretamente e diariamente por padrões impostos acaba por se tornar uma reprodução, um servo das tecnologias controladoras.

Ademais, ao analisarmos as novas tecnologias encontramos a mídia, também julgada como um “quarto poder”, agindo como mediadora de tais e de forma imperceptível, uma vez que que de pouco a pouco induz o cidadão a concentrar toda sua confiança no que é dito ou imposto por tal. Dessa maneria, ao parafrasear Hebert Marcuse é inegável que a sociedade contemporânea caminha para uma nova forma de totalitarismo, porém sendo essa mais perigosa pois não é percebida como tal pela sociedade.

Portanto, segundo a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, todos os seres humanos nascem livres e iguais. Logo, sendo a liberdade como um direito do cidadão, lhe é concedido também o dever de buscar pela essência verdadeira do que lhe apresentado, a análise, a crítica ao que lhe rodeia, uma vez que, o poder de exercer o raciocínio lhe é uma caraterística própria, instrumento fundamental para o crescimento em conhecimento e não submissão a tal totalitarismo.