Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 15/02/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa as novas formas de totalitarismo na era tecnológica, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, pois a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade mundial. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Em primeiro lugar, é indubitável que as questões legais e as suas aplicações estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a Política deve ser utilizada de modo que, por meio da Justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, atualmente, a existência de diversos meios para monitorar o comportamento da população rompe essa harmonia, haja vista que países como a China investem muito na criação de sistemas tecnológicos de controle comportamental, visando à manutenção de regimes totalitários.
Outrossim, destaca-se a alienação da população como impulsionadora do problema. De acordo com o Sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, apesar dos inúmeros benefícios advindos da Revolução Tecnológica, tais inovações permitiram novas formas de totalitarismo que antes eram inimagináveis, pois o Estado passou a desenvolver programas que tornam sua estrutura onipresente na sociedade através da alienação.
Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, a Organização das Nações Unidas deve estabelecer leis que coíbam o uso de aparatos tecnológicos no controle do comportamento populacional, aplicando penas cabíveis àqueles países que se recusarem a seguir tais normas, a fim de que o mundo não viva a realidade das sombras, assim como na Alegoria da Caverna de Platão.