Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 13/02/2020

Consoante o filósofo suíço Jean Jacques Rousseau, “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. A partir dessa ideia, infere-se que apesar de o ser humano possuir a liberdade de escolha e expressão, é, hodiernamente manipulado pelas novas formas de totalitarismo na era tecnológica, que tem exercido coerção sobre o comportamento do indivíduo. Tal problemática ocorre devido, entre outros fatores, à ausência de informação e a opressão e monitoramento governamental de forma indevida.

Nesse sentido, o desconhecimento sobre o assunto corrobora a existência do problema. Diante desse fato, a obra “1984” do escritor George Orwell, apresenta uma sociedade na qual há uma manipulação exercida pelo “grande irmão”. De maneira análoga, nos dias atuais, o controle dos gostos, propagandas e notícias são uma manobra eficaz para moldar o comportamento da população de acordo com o que é desejado. Nesse cenário, a ausência de campanhas informativas nas redes sociais, como também nas escolas e nas comunidades dificultam o esclarecimento e desenvolvimento crítico dos indivíduos, logo, torna-se árduo reverter a situação.

Somado a isso, tendo em vista a capacidade dos governos de selecionar o que vai ou não ser visto, contribui com as novas formas de totalitarismo. Segundo o sociólogo alemão Herbert Marcuse, “a sociedade de massa contemporânea é uma nova forma de totalitarismo, só que mais perigosa, porque esse totalitarismo não é visto como tal”. Nessa perspectiva, as formas autoritárias de governo buscam introduzir de forma generalizada noções prontas que atendam às exigências dos meios de manipulação e fiscalização. Desse modo, faz-se mister a transparência dos atos governamentais de forma urgente.

Portanto, as novas formas de totalitarismo na era tecnológica são problemas que afligem a sociedade atual e precisam ser combatidos. Para tanto, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital ao Estado, que por meio do Ministério da Educação e suas secretarias e em parceria com as escolas e comunidades inserirem educação política, digital e sobre liberdade de expressão, com a inserção não só de aulas e palestras, mas também com o auxílio das mídias e das redes sociais com o intuito de desenvolver o senso crítico nos indivíduos para que possam adquirir discernimento e serem capazes de tomar decisões. Outrossim, é fundamental que o governo federal, por intermédio de parcerias com os órgãos midiáticos parem com a fiscalização total e a censura de muitas informações que seriam úteis a população. Desse modo, as “correntes” citadas por Rousseau poderão ser quebradas e os homens serão livres.