Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 11/02/2020
Recém-tirada a faixa dos olhos de um Bird Box, o mundo viu-se livre e desconstruído após o final da Guerra Fria e a queda do muro de Berlim, em 1989. Contudo, despreparado para lidar com os fins das faixas e dos muros, esse mundo vive atualmente problemas relacionados às novas formas de totalitarismo na era tecnológica. Percebe-se que esse problema são resultado de uma hiperconectividade, assim como de uma crise de confiança
É importante, primordialmente, ressaltar essa hiperconectividade presente na sociedade vigente. O advento da 4ª Revolução Industrial, com o uso de nanotecnologias, tornou possível que mais pessoas utilizassem a internet, popularizando-a. Contudo, seu uso nos dias atuais divide opiniões. Embora seja uma plataforma que possibilite visões diferentes sobre determinados assuntos, a ascensão de pós verdades via aplicativos de comunicação (como maior exemplo, o Whatsapp) permite que os líderes dessas inverdades assumam um grau de totalitarismo, uma vez que apenas eles diriam o que seria certo para o resto da população. A liberdade encontrada no espaço virtual permite que pessoas, inconscientes desse totalitarismo, pense que ela tem uma opinião autônoma, e não que a mesma foi manipulada a pensar assim. Desse modo, tem-se como consequência propagação de conteúdo sem averiguação em massa para fins políticos, como ocorreu nos Estados Unidos nas eleições de 2018, quando, orientados por Steve Banon, indivíduos compartilharam fake news contra a imagem de Hillary Clinton, em prol do vencedor das eleições Donald Trump.
Paralelo a essa hiperconectividade, destaca-se essa crise de confiança que circunda esse fato social. Dirigidos por uma postura de rebanho de Nietzsche, que diz que o homem aceita os valores impostos autoritariamente sem questionar, os indivíduos sujeitos a esse totalitarismo digital vão na direção contrária do que propõe a globalização, pois afirmam ser mais vantajoso acreditar em determinada reportagem que circula sob censura, do que em outros indivíduos que buscaram saber mais sobre determinado assunto. Essa prática retarda o combate a esse totalitarismo digital, pois trás como consequência a negação, por parte do indivíduo, de que ele está sendo alienado.
Em suma, consta-se a necessidade de garantir à sociedade o direito de acessar todo tipo de conteúdo, livre de censura e influência. Cabe ao Ministério da Tecnologia de Informação promover liberdade aos escritores digitais. Essa promoção pode se dar por meio de um estímulo do Ministério a quem escreve de buscar sempre a informação correta e publica-la com todas as vertentes, para que, gradativamente, a população reconheça quando uma informação é verdadeira e quando ela está pautada em um nível de totalitarismo.