Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/02/2020

A Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, na qual houve imenso avanço tecnológico. Atualmente, pode-se dizer que alguns governos abusam dos progressos tecnológicos impulsionados pela Guerra Fria para implementar novas formas de totalitarismo. Isso se evidencia não só pela monitoração de dados dos cidadãos mas também por processos de engenharia social.

Inicialmente, ao avaliar as novas formas de totalitarismo sob o prisma da monitoração de dados, nota-se que os indivíduos estão sendo vigiados cada vez mais. Nessa perspectiva, várias pessoas já vivem cenários distópicos idealizados em obras clássicas como 1984, de George Orwell, onde são constantemente monitoradas pelo Estado. Ilustração patente dessa realidade é o projeto do governo chinês para monitorar a conduta de seus cidadãos.

Além disso, cabe ressaltar que a engenharia social tem uma importante função para a consolidação dos novos métodos de totalitarismo. Segundo a teoria crítica da Escola de Frankfurt, a manipulação social é feita por estruturas ocultas que desejam controlar o povo. Sob tal ótica, é indubitável que a consciência coletiva está sendo alterada para que políticas totalitárias sejam vistas de forma positiva.

Portanto, se faz imperioso que medidas sejam empregadas para amenizar esse cenário. Assim, a Organização das Nações Unidas deve criar acordos que incentivem o crescimento da liberdade individual, por meio de parcerias com seus países-membros, com benefícios econômicos para aqueles que seguirem as diretrizes dos acordos. Espera-se, com isso, que governos totalitários mudem suas políticas sociais para que as pessoas tenham mais liberdade. Doravante, os avanços tecnológicos obtidos na Guerra Fria poderão ser utilizados para fins mais justos do que a monitoração de dados e a engenharia social.