Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 12/02/2020
Facilidade. Tecnologia. Aproximação mundial. Não se pode negar os diversos benefícios provenientes do desenvolvimento tecnológico. Nesse sentido, a velocidade com que dados e informações circulam o planeta é, de certa forma, surreal e espantadora. Entretanto, também existem malefícios diante de tais avanços, entre eles: o totalitarismo. Por conseguinte, faz-se necessário analisar as origens da problemática e, posteriormente, maneiras para evitar sua disseminação.
Em primeiro lugar, há de se entender as causas para o surgimento dessa mazela social. Nesse seguimento, de acordo com a obra ‘‘Modernidade Líquida’’ do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea é caracterizada pela fragilização, essa decorrente do excesso de preocupação com os bens materiais. Nessa linha de raciocínio, as pessoas se tornam altamente manipuláveis, o que, consequentemente, facilita o retorno de regimes totalitários, apresentados de maneiras disfarçadas.
Ademais, é de suma importância avaliar formas de evitar o espalhamento de ideais totalitários. Nessa perspectiva, de acordo com a teoria da ‘‘Banalização do Mal’’ da socióloga Hannah Arendt, aquilo que possui característica maléfica se torna algo comum quando praticado em grande escala, tornando o problema invisível aos olhos da sociedade. Nessa continuidade, para quebrar essa fragilidade social, é essencial utilizar da tecnologia somente para os fins benéficos.
Portanto, deve-se evitar complicações acerca do problema. À vista disso, cabe a própria população, estimular a conscientização global sobre esse assunto, por meio dos próprios meios de comunicação, a fim de evitar possíveis agravamentos que essa problemática pode trazer. Por fim, será possível romper com as ideias de Zygmunt Bauman e de Hannah Arendt, extinguindo, assim, tal mazela social do ambiente e das sociedades contemporâneas.