Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 16/02/2020

Na Linha do tempo histórica é impossível ignorar grandes acontecimentos, a exemplo de grandes regimes totalitários - como a nazismo e o fascismo -, que oprimia o comportamento e moldava o ética de toda uma comunidade. Porém, nas entrelinhas de uma sociedade oprimida, o senso, a noção ou a perspectiva que alguém controla o veículo de acesso à uma mentalidade crítica não é evidente para todos,principalmente quando é colocado em jogo a dinamicidade de novas tecnologias.

Não é preciso ir muito longe para analisar a influência da modernização dos sistemas informacionais no comportamento de diversas pessoas, seja no uso de uma roupa do momento ou até mesmo na publicitação de um ideal moral, em que determinado usuário de uma rede social,por exemplo, é julgado por diversos outros usuários a partir de um vídeo ou foto “postada”. De acordo com McLuhan, a aldeia global tem como função encurtar a distância entre as pessoas a partir de novas tecnologias ascendentes,  permitindo uma maior liberdade nas relações interpessoais. Entretanto, de uma forma paradoxal, essa liberdade de expor informações e opiniões pode ser ilusória.

Por conseguinte, sem a percepção da massa que evidentemente está sendo controlada por variados nichos da internet ou da mídia como um todo, são eleitos presidentes com notícias falsas, a indústria do consumo cresce exponencialmente, em suma, com produtos de utilidade duvidosa. Em análise à essas consequências é colocado em debate o fácil acesso à informações e a sua antagonização com o conhecimento, tornando-se, pois, a moldagem da opinião e julgamento de determinado indivíduo questionável.

Assim, faz-se necessário a atuação do Ministério da Educação, em parceria com grandes indústrias midiáticas e empresas multinacionais de serviços online e software, na educação da população acerca de todos os malefícios e possíveis manipulações que podem vir a ocorrer no meio cibernético. Essas intervenções devem ocorrer na introdução tecnológica de todos os jovens, a partir de palestras ou aulas voltadas ao tema, bem como usar a própria internet ou os meios de comunicação na divulgação do combate ao impasse - com propagandas de conscientização -, para que assim, todo cidadão possa ter senso crítico e os precedentes da História da humanidade não tenham que testemunhar mais um regime totalitário, sendo esse, ao contrário de tantos outros passados, nos moldes de uma sociedade contemporânea informacional.