Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 14/02/2020

A restrição à liberdade individual é uma forte característica não só de governos autoritários, mas também das novas ferramentas digitais. Com a ascensão da tecnologia tornou-se possível a criação de diferentes formas de vigiar a população para os mais diversos fins. É incabível que tal retrocesso esteja acontecendo nas relações humanas, tendo em vista que a liberdade é o que constrói uma sociedade saudável.

Dessa forma, faz-se necessário lembrar da obra “1984” de George Orwell, que se trata de um panorama distópico da punição estatal através da vigia. Em seu livro, Orwell demonstra como a ausência da liberdade transforma os grupos sociais em grandes massas de manobra, e, por conseguinte, alerta as gerações sucessoras sobre os perigos do totalitarismo. Na era tecnológica, essa observação é feita pela internet, onde cada vez mais são criados aplicativos direcionados à manipulação de dados, e, com isso, a confidencialidade dos indivíduos fica comprometida.

Assim, o maior impasse para solucionar o problema do uso da informatização para fins antiéticos é a falta de políticas públicas para a proteção do usuário. Nesse contexto, vale ressaltar que diversas empresas têm acesso à dados confidenciais de seus clientes e apoderam-se disso para controlar a mídia que os mesmos recebem. Um exemplo dessa manipulação foi a campanha eleitoral de Donald Trump, que utilizou-se de anúncios tendenciosos gerados a partir dos dados coletados para que seu eleitorado aumentasse em grandes níveis.

Em virtude dos fatos mencionados, convém a criação, por parte do Ministério de Segurança Pública, de políticas de averiguação em empresas relacionadas à tecnologia em geral. Caso seja identificada alguma irregularidade, a instituição investigada deve pagar multas para o cliente que foi lesado, assim como para o governo. Portanto, é dever do Estado regular as ferramentas disponibilizadas nas redes para que os cidadãos tenham segurança ao acessar um sítio eletrônico.

Segundo Newton, um corpo se mantém em repouso até que uma força o atinja para que mude sua direção.