Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 15/02/2020
O filme “Wall-E”, retrata um cenário pós-apocalíptico, por meio de animação entre robôs e humanos, que apesar de apresentar diversas possibilidades de tecnologia, como naves espacias e inteligência artificial, revela a preocupação escassa dos indivíduos sobre o comodismo e submissão em relação as avanços propiciados aos mesmos. Fora do conto fictício, a problemática em questão já é vivenciada no mundo contemporâneo. O impacto da tecnologia, tanto em termos de destruição quanto da total dependência humana, convêm à reflexão sobre a mendicidade totalitária dos indivíduos em relação a mesma e, sua respectiva alienação.
Primeiramente, é válido ressaltar que atualmente, ao mesmo tempo que a digitalização social permite diversificar a comunicação e aprimorar o conhecimento, ela favorece também o desenvolvimento de uma certa necessidade no indivíduo da total utilização de tecnologia, levando-o a executar todas as suas tarefas cotidianas, desde as mais comuns até as mais complexas, através de recursos técnicos, deixando de pensar e agir por si próprio, devido a alta comodidade em recorrer a respostas e resoluções imediatas.
Outrossim, o indivíduo se torna inato, isento de refletir, imaginar, reformular respostas para simples questionamentos inerentes, contribuindo para sua subordinação total a tecnologia, alienando a si mesmo, encontrando-se alheio aos acontecimentos por achar que está fora da sua realidade de solucionar, voltando ao suposto estado de tábua rasa, disperso de conhecimento e liberdade de expressar-se. Como dizia Nelson Barbosa: “Enquanto os robôs se humanizam, os humanos são robotizados. A era das maquinas já chegou e a gente perdeu.”
Em virtude dos fatos mencionados, cabe aos indivíduos a execução de uma auto análise, buscando a mudança de hábitos e retornando a sua essência, realizando por si, pois como dizia Aristóteles, “Todos os homens, por natureza, tendem ao saber.”