Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/02/2020

A crise econômica brasileira afeta com ênfase os indivíduos que não possuem instruções financeiras para lidar com a situação. Tal carência educacional é resultado de um Estado negligente que amplifica a atuação de indústrias promotoras do consumo de maneira inconsciente a partir da manipulação midiática, gerando um cenário de endividamento social e de dificuldades em gerenciar o dinheiro. Por isso, é irrefutável a necessidade de contornar esse panorama, tanto para que haja melhoria na qualidade de vida das pessoas,  quanto para impulsionar o crescimento econômico do país.

No que concerne ao primeiro ponto, vale salientar que ter consciência sobre gestão financeira evita o surgimento de problemas psicológicos em função da inadimplência. Nesse sentido, destaca-se a teoria da Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, o qual expõe a fragilidade das relações humanas com objetos e indivíduos a sua volta, sendo elas facilmente mutáveis. Considerando essa perspectiva, inúmeras indústrias, a partir de preceitos capitalistas, introduzem novos padrões de consumo constantemente de tal modo que força pessoas despreparadas, em termos de controle financeiro, a gastarem mais do que devem. Por isso, o consumo consciente seria uma forma de impedir o consumismo exacerbado, o qual vai além das necessidades humanas.

A respeito do segundo dado, é importante ressaltar que educar financeiramente os indivíduos garante um potencial de crescimento ao país. Afinal, o crescimento individual resulta no desenvolvimento nacional, conforme o liberal Adam Smith. Nesse contexto, conceder conhecimento de como lidar com o seu capital para a sociedade brasileira é uma forma incontestável de suprimir a recessão econômica que assola o país.

Em virtude disso, é imprescindível a realização de ações para sobrepujar tal contexto. Para isso, o Ministério da Educação deve inserir na Base Nacional Comum Curricular aspectos relacionados a educação financeira. Desse modo, as escolas devem tratar esse assunto por meio de palestras, projetos e de modo transversal as disciplinas da matriz, como história e matemática. Com esse conhecimento, a sociedade irá gerenciar melhor o seu dinheiro, proporcionando uma maior qualidade de vida e reduzindo os efeitos da crise no país.