Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/02/2020

O totalitarismo, que possui o controle da vida pública e privada dos cidadãos como uma característica determinante, alcançou um novo nível com a evolução tecnológica. A sociedade, constantemente conectada, tornou-se alvo de informações altamente persuasivas, mas nem sempre corretas - as chamadas notícias falsas -, cuja disseminação irrefletida pode trazer graves consequências.

As notícias falsas popularizaram-se por meio das redes sociais, amplamente utilizadas, e exemplificam um tipo de controle sobre a sociedade que não é facilmente percebido. Reconhecidas por seu tom alarmista e por conter dados falsos no meio de informações verdadeiras, ou apenas dados falsos, essas notícias criam boatos e semeiam o ódio e a intolerância. Seu alcance é significativo a ponto de esse tipo de comunicação ser acusado de influenciar as eleições norte-americanas de 2016, um caso explícito de controle sobre os cidadãos, já que propaga desinformação a fim de atingir um objetivo específico. Por outro lado, a facilidade com que essas notícias atingem a população e são tomadas como verdadeiras demonstram como a sociedade está acomodada com o que lhe é oferecido: quase não há questionamento, não há busca por fontes confiáveis, não há o mínimo de análise crítica sobre a informação dada.

Dessa forma, é necessário que a sociedade esteja constantemente atenta ao que é divulgado na mídia, nas redes sociais, nos correios eletrônicos, pois o acesso à informação está facilitado pela tecnologia, mas é preciso que se faça a distinção entre o que é verdadeiro e o que não é. Para isso, cada cidadão deve sempre buscar, por meio da leitura, do diálogo e de discussões construtivas, esclarecimentos sobre o que está sendo veiculado. Assim, será possível evitar a proliferação de notícias falsas e desinformação, tão presentes atualmente. Mais que isso, cada um contribuirá para o desenvolvimento de uma sociedade mais consciente e criteriosa.