Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 16/02/2020

A estrada (esburacada) para o futuro.

O ser humano sempre teve sede de evolução. Evolução seja ela biológica ou tecnológica, tendenciosamente nos remete à lucro e à superioridade. Atualmente a maior parte dos países se encontram em um meio técnico-científico-informacional, onde tecnologia é dinheiro. Estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial, com o crescente domínio dos robôs sobre os meios de produção.

Na série norte-americana “Black Mirror”, em português espelho negro, vemos como o uso exacerbado da tecnologia pode gerar e agravar diversos problemas socio-econômicos. A globalização, interligação do mundo por meio de redes,  e outros avanços tecnológicos, trouxeram diversas facilidades para nosso cotidiano. Não podemos ignorar a melhora da qualidade de vida, facilidade de acesso à informação e educação, e nem aos instrumentos médicos desenvolvidos, mas ao mesmo tempo não podemos negar os diversos problemas que a tecnologia traz consigo.

Desde a Segunda Revolução Industrial, países como EUA e Japão, que mantinham uma tecnologia mais desenvolvida, foram postos como potências mundiais e por isso acabaram dominando maior parte da rede e da economia, até os dias atuais, e de certa forma foram excluindo países não desenvolvidos que não possuíam tal tecnologia. Isso gera uma bolha ou massa cultural que acaba misturando e gerando uma cultura global. Do mesmo jeito que a globalização nos une, ela também cria uma uma massa cultural global onde acabamos apagando traços culturais de algumas regiões e países, e exaltando de outros, principalmente aqueles que possuem maior domínio, como o EUA. Aos poucos os oligopólios econômicos e culturais foram surgindo e dominando a industria. Usando de base a crítica que o ator e comediante Charlie Chaplin faz em Dias Modernos, de 1936, as grandes potências devem valorizar a qualidade de vida de seus cidadãos sem infringir sua privacidade e direitos. Devem fazer do mundo uma balança para que todos possam viver em harmonia. Os grandes lideres nacionais e internacionais devem fazer dela uma ferramenta para gerar avanços de viés ambiental, e valorizar as características próprias de cada país, assim incluindo e ligando países sub-desenvolvidos, que foram excluídos no decorrer da história.

Deveria-se criar um órgão internacional para balanceio de tais recursos para que todos os países possam se aproveitar dessa era tecnológica sem oligopólios. A vida do ser humano não deve ser baseada em tecnologia. A tecnologia deve se adequar a nós para facilitar nosso dia a dia, e não completá-lo.