Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 04/03/2020

Avançando todos os dias a passos largos, a tecnologia vem, com a finalidade pelo menos teórica, de trazer avanços a humanidade e por conseguinte maximizar seu bem estar. Conquanto, governos estão se utilizando dessa tecnologia para averiguar e controlar a população, através da coleta dos dados de seus cidadãos para que então possam ter um maior controle sobre as massas e criar políticas que possam, de maneira mais impactante, influenciar todo esse grupo de pessoas. Nessa perspectiva, a gênese de uma nova forma de totalitarismo é observada, e para que ela não se dissemine de forma deliberada, cabe analisar-se seus entraves e subterfúgios para sua resolução.

Em primeira análise, destaca-se a falta de um sistema de ensino que coloque em pauta o pensamento crítico para os alunos tupiniquins. Para o educador brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Nessa perspectiva, a formação de jovens em sistemas de ensino arcaicos que não possuam uma grade curricular que abranja temas importantes como a alienação na era tecnológica pelos governos e grandes empresas, fará com que esses jovens tornem-se adultos suscetíveis a qualquer forma de totalitarismo que por ventura venha a se instalar no país devido a falta de um racíocinio crítico e cético.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de políticas protecionistas no que tange aos dados dos usuários da internet como impulsionador do problema. Análogo ao que foi dito pelo pastor protestante Martin Luther King, “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar”, um poder legislativo deficitário como é o brasileiro, que não cria leis que impeçam o deliberado roubo de dados feitos por grandes corporações hoje, colocará futuramente toda a nação em risco de, em um futuro não tão distante, o governo utilizar-se desses mesmos dados para alienar a população e assim implementar uma forma de totalitarismo velado.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser exercidas para que os entraves vinculados a esse problema sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação desenvolver, através de aulas elucidativas e materiais didáticos, o pensamento crítico nos jovens para que possam se formar adultos sensíveis as injustiças governamentais existentes e que possam tomar medidas cabíveis caso se deparem com uma injustiça dessa proporção. Outrossim, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia implementar métodos que protejam os dados da nação brasileira, bem como punam grandes corporações que por ventura venham a se utilizar de métodos ilegais para adquiri-los. Dessa maneira, espera-se obter, de forma expressiva, uma melhora nessa problemática e evitar que a privacidade dos cidadãos seja usada contra eles.