Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 15/03/2020
Steve Jobs afirmou que a tecnologia moveria o mundo. De fato, sua previsão confirmou Darwin na medida em que a evolução da tecnologia sucateou a democracia e potencializou o totalitarismo. Provou também Adorno e Horkheimer, cujas teorias retrataram a vulnerabilidade das massas diante de interesses escusos. Entretanto, alertaram para o fato de que é preciso cuidar de hábitos digitais para evitar escravizações matreiras.
No contexto atual, percebemos que as empresas digitais anularam a privacidade das pessoas e estabeleceram-lhes uma vigilância constante, como se fossem o panóptico de Michel Foucault. Nesse sentido, é fato que os dados pessoais são coletados em mídias sociais, como o Facebook, e, depois, registrados e processados em bancos de dados, os quais, se comparados às fichas da Ditadura Militar, são completíssimos.
Em consequência, esses dados são manipulados ao arrepio de valores racionais e democráticos. Nesse sentido, é oportuno lembrar que a internet proporcionou a quebra do monopólio da imprensa, mas, ao mesmo tempo, possibilitou alguns absurdos, pois, conforme a lógica da mentira de Joseph Goebbels, o IBOPE identificou que 9 em cada 10 brasileiros receberam 75% de notícias com fundamento falso. Vale dizer que seus manipuladores obtiveram sucesso, porquanto tenham selecionado massa de manobra para protestar em favor do Poder Executivo e contra os demais Poderes, de acordo com as fake news. Tudo em franco desequilíbrio democrático.
Portanto, não se pode permitir a banalização dos valores democráticos e cultuar o totalitarismo, prejudicando a vida privada brasileira. Nesse caso, é necessário que o Ministério da Justiça, por meio do Ministro Sérgio Moro, elabore e apresente projeto de lei no Congresso Nacional. Assim, poderia ser criado órgão especializado na Polícia Federal que tenha a obrigação de identificar e buscar a punição das pessoas ou grupos que atuem em meios digitais espalhando notícias falsas. Além disso, empresas particulares poderiam ser proibidas de desviaram informações dos internautas para finalidades escusas. Assim, preservaríamos a vida particular do brasileiro.