Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 17/03/2020
No livro de Pedro Bandeira, “A droga da obediência”, vários adolescentes são submetidos à lavagem cerebral através de uma pílula, tornando-se robôs. Paradoxalmente, tem-se no mundo real formas de alienação similares, visto que a internet e suas tecnologias transformaram-se em maquinários para a vigilância e controle das massas, nesse contexto, é necessária uma contenção quanto a políticas totalitárias.
Esse controle inicia-se muitas vezes pela própria autorização dos usuários ao cadastrarem-se em sites e fornecerem dados, os quais são, muitas vezes, vendidos a empresas de marketing, comércio, cosméticos etc, sendo convertidos em propagandas que atraem a navegação e a compra por mais tempo em suas mídias sociais. Contudo, com a disseminação da globalização, dificulta-se a não disponibilização de dados, mas, várias medidas podem ajudar a prevenir a vigilância, como usar navegações anônimas, conter antivírus em celulares e computadores e utilizar a VPN – virtual private network, rede de conexões criptografadas- são soluções cabíveis que diminuem a exposição de informações privadas, segundo o portal de notícias G1.
Não obstante, é inquestionável que as redes sociais são agravantes, uma vez que perfis abertos são mais suscetíveis a serem hackeados, essa teoria é confirmada pelo jornalista Julian Assange, que diz: “o nosso mundo é de todos, pois todo mundo já jogou seus detalhes mais secretos na internet”, concretizando que a diminuição da exibição de informações acarreta uma menor vigilância por parte de empresas, terceiros e até mesmo, governos federais.
Conclui-se cabe o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, MCTIC, criar e disseminar propagandas acerca da necessidade de manter a privacidade na internet através de avisos nas mídias sociais e campanhas publicitárias para conscientizar a população do risco de se expor de maneira gratuita e de como proteger seus dados, bem como cabe ao mesmo ministério à fiscalização em empresas e profissionais terceirizados que buscam e roubam dados pessoais, por meio de uma ampliação na lei com uma maior punição em caso de violação de privacidade e divulgação de dados, para que assim, a vigilância seja contida, impedindo que o controle ocorrido no livro de Pedro Bandeira concretize-se na vida real.