Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 19/03/2020

O totalitarismo foi um regime político que surgiu e desapareceu em países europeus no século XX. Os regimes totalitários têm em comum o controle total da vida pública e da vida privada. Para se manterem, os países que adotaram o totalitarismo elegeram líderes totalitários, que centralizaram as diversas figuras do poder e a atuação do Estado em si mesmos, além de investirem fortemente em propaganda e elegerem inimigos em potencial, que se tornaram a maior justificativa interna para que o totalitarismo funcionasse.

Até onde se tem notícia, as manifestações contra a livre circulação de ideias emanam do poder constituído, seja ele político, econômico ou religioso. E a luta contra a censura foi e é dirigida ao poder constituído. A mídia é, hoje, poder constituído, o ‘quarto poder’, como chamam alguns, e como tal pode exercer censura. Mas o quarto poder, diferente dos outros, está completa e totalmente protegido pelas leis que asseguram a liberdade de imprensa.

Mesmo admitindo, como Eric Hobsbawm, a dificuldade de analisar fatos de uma história em que somos sujeito e objeto, é necessário começar a fazer reflexões sobre o que estamos presenciando, inclusive porque as mudanças – o que vem à frente – são resultado da trama de fatos aparentemente insignificantes do presente. Segundo Eric Fromm, os regimes totalitários não aparecem do nada, como num passe de mágica.

Portanto, os regimes totalitários na era tecnológica é algo comum se for pensar em lugares como a China, mas se for pensando no Brasil, a mídia teria uma característica totalitária com a questão da censura. E um modo para que saiamos dessa característica totalitária seria o fim da censura de notícias, para que seja o começo de uma sociedade aberta sobre suas informações, e que demonstre o que for necessário na situação do país, em vez de tomar o controle das vidas e horários das pessoas, como na China.