Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 19/03/2020

A corrida presidencial de 2018 foi marcada fortemente pelas fake news, desde ofensas pessoais contra os candidatos e seus familiares às denúncias de fraude no processo eleitoral, nenhum saiu ileso, muito menos o eleitor. A tecnologia trouxe essa possibilidade da divulgação de informações falsas e com elas deve vir o maior cuidado com a internet.

O livro “1984”, do autor George Orwell, que se passa em um futuro distópico em que o Estado totalitário onipresente faz a manipulação pública e histórica, a fim de moldar a opinião da sociedade a favor dos governantes, pode ser comparado facilmente com a China. Ela está trabalhando em um sistema parecido que visa criar uma espécie de ranking de confiança no qual todos os chineses serão obrigados a participar e receberão pontuações de acordo com suas condutas. Isso é no mínimo assustador, o Estado observando seus cidadãos 24 horas por dia, não deixa de ser uma tentativa de controle do governo e a perca de liberdade da população.

Outro problema da tecnologia atualmente é a falta de privacidade, que se dá na divulgação excessiva de informação, principalmente de pessoas que não foram educadas aos perigos que isso pode gerar, como ter seus cartões de crédito clonados, ter conversas com pessoas que se diziam ser outras, etc. Essas informações estão disponíveis para todos verem, inclusive o governo. Na era Vargas, eram censuradas todas as notícias nos jornais que criticavam o governo, atualmente isso está diferente, há mais liberdade de expressão, porém hoje em dia, com toda a tecnologia atual, não há como saber se algo foi censurado ou não, o que chega aos olhos da população e o que não chega.

Visando os fatos citados, deve-se instaurar a educação digital por propagandas na televisão e nas escolas, por meio de palestras, atividades e trabalhos nos quais façam as crianças buscarem informação sobre tal assunto, para, desse modo, elas não serem ingênuas e divulgarem informações sobre si mesmas e para a população não espalhar notícias falsas, para, assim, não ocorrer como nas eleições de 2018.