Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 19/03/2020
São nas escolas que um indivíduo aprende sobre a diversidade, a filosofia e os impactos dos governos na história da humanidade. São nas escolas que são ensinados os motivos e a importância de o acesso à educação ser um direito humano, e consequentemente, ser um direito digno de luta. São nas escolas que são ensinadas às crianças e aos jovens que o nazismo, stalinismo e fascismo não devem ser defendidos porque são formas autoritárias e grotescas de dominação sobre a população. Então, não há dúvidas que o totalitarismo ainda impera na sociedade contemporânia, visto que durante a história, não houve nenhum momento que ele não existisse. E por isso, no século 21, como sempre, a população deve lutar pelo acesso à informação e educação, assim como o governo deve atender às suas necessidades.
Infelizmente, a luta nunca é fácil. Já é de conhecimento geral que o governo chinês possui um histórico autoritário quanto a sua relação com o povo, e por isso não gerou grande impacto quando o plano de monitoramento foi anunciado. Segundo o artigo do jornal BBC, quando este mecanismo estiver em funcionamento, o governo chinês será um verdadeiro personagem onipresente, o que não é de muito agrado pois o autoritarismo, mais do que nunca, estará um pé a frente em relação a população. Ou seja, o governo chinês encontrou uma maneira de dominar, com o apoio dos próprios dominados que, rodeados de infinitas informações, estão cômodos ao acreditarem que possuem o livre arbítrio de escolher entre ser e não ser submisso ao Estado.
Por outro lado, a França por exemplo, um país que foi cenário de uma das maiores reivindicações populares do país, a Revolução Francesa, possui uma das populações menos felizes do mundo. Os dados são do Barômetro Global do Otimismo, e dizem que 75% diz-se infeliz. Mas, claramente, o país possui uma das políticas mais populares, visto que a participação do povo na política é muito grande. Ou seja, em um país onde a educação é muito valorizada, a população é mais participativa e há menor incidência de um ideal autoritário ascender.
Em virtude dos fatos mencionados, concluo que é imprescindível que o Governo adote medidas em defesa da educação, aumentando a verba e o investimento destinado a essa área, assim como deve alterar a BNCC. A primeira deve ser por meio da criação de um projeto de lei que tenha a participação dos Ministérios da Educação e da Economia, do Senado e da Câmara. E por último, o Ministério da Educação deve alterar a base comum curricular visto que será necessária para que a população seja futuramente, mais crítica e com menor favorecimento de ressurgir um governo autoritário.