Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 19/03/2020
Em sua obra “1984”, George Orwell retrata uma distopia, na qual todas as informações são filtradas e as ações da população são vigiadas pelo “Grande Irmão”. Embora seja uma obra ficcional, os usuários são cada vez mais expostos a meios de manipulação e a invasão de privacidade, através de algoritmos e a utilização de dados privados para direcionamento de conteúdos e isso contribue para o controle de informações e conhecimento, trancando o indivíduo em uma bolha sociocultural. Com efeito, faz-se necessário analisar como o direcionamento de informações e a falta de privacidade corroboram para as novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Mormente, é válido ressaltar que, no ambiente cibernético existe o direcionamento de informações, com o fito de, manipular o usuário por meio de algoritmos que mostram na tela notícias que determinado usuário gostaria de ver. A exemplo disso, a Cambridge Analítica, empresa privada de análise de dados, em 2018, usou a rede social Facebook para a obtenção de dados dos usuários da plataforma, com o objetivo de encaminhar campanhas políticas de Donald Trump -atual presidente dos Estados Unidos- para as pessoas que, segundo os dados, poderiam se identificar com o -na época- candidato, favorecendo, de maneira ilegal, a sua vitória. Por conseguinte, com a seleção das notícias, aumenta o extremismo -pois o diferente não é mostrado- na sociedade.
Com base nos fatos mencionados acima, faz-se necessário, portanto, que as vias midiáticas, através de campanhas publicitárias, explicitem a importância das pesquisas diversicadas na rede, a fim de proporcionar maior conhecimento -não apenas o limitado pelo algoritmo-. E juntamente a isso, cabe à população que peleje, por meio de protestos, em busca da defesa da liberdade -garantida pela ONU- para que, exista uma sociedade livre das amarras do totalitarismo.