Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 29/03/2020

A ascensão do governo nazista ao poder, por intermédio do alemão, Adolf Hitler, não teria ocorrido de forma tão marcante sem uma campanha de base suficientemente persuasiva e que assumisse uma ideologia extremamente distorcida quanto às noções de patriotismo e nacionalismo. Sob tal ótica, percebe-se a importância do combate à vulnerabilidade social em relação à manipulação da realidade. Desse modo, é de suma importância o debate acerca do processo que leva os indivíduos à submissão das formas injustas de poder.

Em primazia, cabe referenciar um ponto histórico ligado à Escola de Frankfurt, linha filosófica em que diversos pensadores desempenharam o papel de questionar o uso prático da razão nas relações contemporâneas. Em aspectos gerais, o cerne  da problemática criada por esses filósofos está na manipulação de informações, praticada por quem detém o poder, a elite social, a fim da manutenção do “Status Quo”. A visão prática dessa teoria se reflete hoje em dia principalmente na mortificação da arte, que perde seu caráter reflexivo, a vista, as batidas repetitivas em músicas quase desprovidas de repertório e embasadas em conteúdo apológico.

Em consequência, os reflexos do controle de informações tem um profundo efeito na formação do ser humano como indivíduo crítico acerca da realidade em que vive. Nessa perspectiva, e considerando o fato de que a sociedade moderna não tem mais espaço para governos despóticos, o modelo político totalitário do qual Maquiavel apoiava se torna obsoleto; nessa nova conjuntura a classe dominante prefere assumir a máxima de Francis Bacon, “conhecimento é poder”. E, assim, a massa dominada é conduzida de forma sutil a conhecer apenas o básico para que não tenha autonomia para construção de sua própria história. Esse fato contribui para expansão do abismo cultural que existe entre a população mais pobre e os ricos.

Em suma, a única forma de entender a sociedade com clareza e coesão é por meio do conhecimento. Nesse sentido, a comunidade estolar é de extrema importância, pois a composição entre os elementos dessa instituição lhe confere autonomia ideológica. Sob essa percepção, a construção do saber crítico envolve a necessidade de professores que não só tenham conhecimento acerca dos eventos que permeiam a sociedade, como também saibam evidenciá-los ao corpo discente. Dessa forma, Governantes como Hitler jamais ascenderão ao poder novamente.