Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 02/05/2020
Observa-se que com a consolidação da 3ª Revolução Industrial, novas tecnologias, como a internet, foram desenvolvidas e difundidas no convívio social. Nesse cenário, é mister destacar que na obra Ideologia da Sociedade Industrial, Herbert Marcuse - filósofo alemão- argumenta que sociedades tecnologicamente avanças seriam propícias a instalação de regimes totalitários. Nesse perspectiva, torna-se evidente a necessidade de enfrentar de maneira mais organizada as novas formas de totalitarismo na era tecnológica. Sob esse aspecto, acredita-se que a vigilância e manipulação dos usuários online consolidam a nova forma de totalitarismo.
Em primeira análise, cabe salientar o controle de dados dos usuários. Nesse sentido, não só o documentário Citizenfour o qual explana a rede de vigilância global comandada pelos EUA, mas também a promulgação, pelo parlamento britânico, da Lei de poderes investigativos cuja finalidade é permitir o acesso aos dados que os cidadãos mantém online alicerça as bases para o controle de dados. Dessa forma, fica evidente a manipulação de informações digitais como forma de totalitarismo na era tecnológica.
De outra parte, cabe ressaltar a manipulação dos indivíduos. Por esse ângulo, é visto que, embora Nietzsche afirme que o cidadão deve ser senhor de si mesmo, em pesquisa , a rede social Facebook visava maneiras de influenciar as emoções dos usuários manipulando o “feed” de notícias. Desse modo, acredita-se que ações como a promovida pelo Facebook tendem a ratificar, na era tecnológica, dogmas totalitários, dado que de acordo com Goebbels - ministro da propaganda nazista-, a melhor propaganda é aquela em que o indivíduo não percebe estar imerso.
Urge, pois, que medidas sejam efetivadas, a fim de mitigar a problemática em voga. Dessa maneira, a população deve posicionar-se contra a ascensão velada de regimes totalitários por intermédio da tecnologia formado movimentos sociais, filiado-se a ONG’s que atuem de forma a lutar pela reapropriação, decentralização e recriação dessa tecnologias, a fim de que o monitoramento e manipulação da população sejam apaziguados.