Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 28/06/2020

No livro “1984” de George Orwell, é apresentada uma sociedade sob domínio de um governo totalitário, liderado pelo Grande Irmão, em que a população é controlada por Teletelas, aparelhos com a função de vigiar os cidadãos. Fora da literatura, a narrativa não destoa da realidade, na qual a tecnologia é uma ferramenta de alienação e domínio, em essencial, daqueles que são mais ignorantes.

Em primeira análise, a tecnologia é um meio utilizado, principalmente por governos totalitários, como forma de dominação de grandes massas. Tal cenário é explicado em “A sociedade do espetáculo”, em que Debord aborda sobre o uso de imagens por meio de telas, como a da TV, do cinema e, atualmente, as do celular e computador, como uma forma de controle da população, o que resulta no aumento de popularidade do regime e na Ditadura, a qual só beneficia um pequeno grupo de indivíduos ao não governar de acordo com a vontade da maioria. Um exemplo é o nazismo, que usou o cinema como forma de propaganda governamental e de alienação dos cidadãos, os quais acreditavam que o Estado estava promovendo a justiça.

Em segunda análise, a falta de conhecimento favorece o domínio psicológico por meio das telas. Visto que o Estado brasileiro não investe de forma eficiente em educação, o que resulta, segundo dados do Ibope Inteligência, em 29% de analfabetos funcionais na população, a ignorância das pessoas é aproveitada como forma de enganá-las. Paralelo a isso, há o pensamento de Platão, o qual afirma que a busca ao conhecimento deve ser constante, sendo esta a forma mais eficiente de possuir a melhor conduta política, evitando que a sociedade seja governada por demagogos, políticos que governam para benefício próprio e que manipulam usando o ponto fraco - medos e preconceitos - da massa populacional como uma forma de aumento de seguidores.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. O Ministério da Educação deve investir mais verbas em escolas e universidades, oferecendo aos estudantes locais organizados, com professores capacitados, materiais didáticos de qualidade e aulas durante todos os dias da semana. Outrossim, também é papel do MEC garantir que todo o currículo educacional seja ensinado, por meio da fiscalização de instituições públicas de ensino, evitando, assim, o aumento do número de analfabetos funcionais e de mais pessoas influenciadas pela propaganda veiculada pela tecnologia.