Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/05/2020

O livro “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, é uma distopia que relata uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas, os seres humanos são produzidos em laboratório e modificados geneticamente de acordo com o interesse dos cientistas. Fora da ficção, o totalitarismo é cada vez mais utilizado como mecanismo de dominação, visto que, em meados do século XX a tecnologia já era uma aliada das ditaduras, o que só foi possível por conta da alienação sofrida pelos usuários.

A priori, a importância do passado para compreensão do presente é indispensável para se ter consciência do despotismo na era tecnológica. Ora, nesse sentido, o regime nazista foi difundido e ficou amplamente conhecido em decorrência das suas campanhas publicitárias massivas e persuasivas, que induziam as pessoas a acreditar que o pérfido regime ditatorial era benéfico para nação. Logo, sob a exemplificação do fato histórico supracitado, entende-se que os veículos midiáticos tiveram extrema influência na manutenção e propagação do colossal regime totalitário antissemita, com isso, evidencia-se o poder da mídia na era tecnológica, que pode ser visualizado na sociedade hodierna.

Ademais, a alienação do usuário permite que os totalitarismo virtuais se perpetuem no poder, o qual oriunda-se um ciclo eterno de manipulação. Nesse sentido, o filósofo Gilles Deleuze diz que a sociedade contemporânea caracteriza-se por sofrer, de maneira quase imperceptível, isso acontece devido a liberdade ilusória dos internautas, que tem acesso a diversos tipos de conhecimento e produtos. Tal pensamento prova que os usuários ficam deslumbrados e perdidos com o exorbitante tamanho do mundo virtual, o que lhes tornam passivos, e os afastam de serem iconoclastas, tendo um raciocínio crítico e autônomo, libertando-se dos totalitarismo virtuais.

Em síntese, medidas são necessárias para mitigar os impactos causados pelas novas formas de totalitarismo na era tecnológica. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Cidadania em parceria com empresas privadas de tecnologia, crie um programa chamado “Liberdade no mundo virtual já”, por meio de patrocínio estatal, realizando campanhas nas redes sociais, alertando os usuários sobre os regimes totalitários virtuais que eles são acometidos e que eles oferecem perigo. Somente assim, o quadro atual será resolvido, evitando a criação de uma ditadura semelhante a que é retratada em “Admirável mundo novo”.