Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 16/05/2020
A Segunda Guerra Mundial traz, infelizmente, o Nazismo como principal memória dessa época. Liderado pelo austríaco Adolf Hitler, esse regime político é marcado por fatores característicos do totalitarismo, como o nacionalismo extremo e o culto ao líder. Hoje, esse sistema se manifesta pelo meio tecnológico, o qual é uma maneira de controle extrema, pois além de ser um invasor de privacidade, o governo torna-se grande “formador” da opinião dos cidadãos.
Nesse sentido, é evidente que, em muitos países, as pessoas são vigiadas por meio de seus aparelhos eletrônicos, fato mostrado pelo filme lançado em 2016 “Snowden - Herói ou Traidor”, o qual é baseado na história de Edward Snowden, analista de sistemas, que denunciou, em 2013, a invasão de privacidade cometida pelo governo norte-americano. Essa produção artística ilustra que as autoridades estão quase sempre vigiando os cidadãos, um fato preocupante, pois percebe-se que não há segurança dentro das próprias residências. Esse problema não é percebido pela população, pois o governo afirma que é uma forma “segura” de proteger o país, mas, na verdade, a extrema vigilância viola o artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o qual diz “Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, família, lar,…”. Logo, vê-se que essa maneira de vigilância governamental, dita ser necessária, é na verdade uma violação da privacidade de todos os cidadãos.
Além disso, os seres humanos são muito influenciáveis, principalmente por meio das propagandas e matérias lidas na Internet. Sobre isso, é analisada a forma de controle digital do Partido Comunista Chinês na divulgação de notícias, na qual todas as plataformas da Internet chinesa devem ser gerenciadas por equipes editoriais escolhidas pelo partido. Por ser um governo muito conservador, muitas das informações são influenciadas por apenas uma opinião,a do próprio partido, a qual irá formar toda a base do pensamento crítico e informacional dos cidadãos, pois estes não terão outras fontes de conhecimento, apenas pensarão “dentro da caixa” e, muitas vezes, não estarão informados sobre informações do resto do próprio país e do mundo. Dessa forma, vê-se que o grande controle governamental na tecnologia é prejudicial para a formação das opiniões humanas, estas que devem ser formadas pela própria pessoa por meio de variadas fontes, como as notícias e os documentários.
Em suma, o totalitarismo na era digital é perigoso, pois além de invadir a privacidade das pessoas, pode colocar em risco a formação do pensamento crítico dos habitantes de um país. Para amenizar o problema, os Governos não devem barrar os cidadãos das notícias internas e externas e sim, privá-los das “Fake News” por meio de programas e dispositivos que censuram as informações na Internet que não condizem com a realidade, impedindo a formação das opiniões erradas das pessoas.