Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 16/05/2020
Consoante a filósofa alemã Hannah Arendt, o totalitarismo se constrói através de dois pilares: terror e dominação, que, por sua vez, impõem à população certa ideologia proposta por um líder político. Analisando esse pensamento e relacionando-o ao mundo pós-modernismo, é possível inferir que o avanço tecnológico tem aberto espaço para que ideais despóticos se mostrem presentes na contemporaneidade, favorecendo uma possível perda na liberdade de expressão.
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, a incorporação da internet no cotidiano do indivíduo tem modificado o modo como a sociedade interage, uma vez que as notícias e opiniões são compartilhadas em fração de segundo. Dessa forma, é possível depreender que o governo, com base no banco de dados, possui demasiada informação a respeito da vida particular do cidadão, acarretando em possíveis formas de poder e influência sobre o mesmo.
Ainda com relação à proximidade da tecnologia com formas autoritárias de gestão, vale ressaltar que o governo está se tornando capaz de conduzir o cidadão a agir de determinada forma, na medida em que cria políticas de crédito social de acordo com o comportamento do indivíduo, como observado em um projeto piloto realizado na China. Assim, é necessário cautela para que a tecnologia não se torne uma arma contrária ao ser humano, pois, em concordância com o cientista Albert Einstein, a inovação tecnológica está se sobressaindo à humanidade.
Dado o exposto, é mister que o Estado tome providências acerca do autoritarismo que surge de forma indireta através do meio tecnológico. À vista disso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) desenvolva, por meio de verbas governamentais, propagandas que visem estimular a participação da sociedade na vida política do Estado, divulgando-as através da mídia televisiva e redes sociais. Somente assim será possível combater a imposição de possíveis ideologias e a falta de liberdade individual no século XXI.