Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 17/05/2020
No século XX, notou-se várias formas de totalitarismo, como o nazismo, o facismo e o stalinismo. Ao final desses regimes, a população mundial finalmente inspirou o ar do alívio da opressão, do controle e do terror. Mas, o que ela não esperava é que, brevemente, cada indivíduo do globo seria inspecionado por uma rede de internet mundial. Essa coleta de dados de navegação na Web, em alguns países, é mais sutil, enquanto é bem mais rigorosa e precisa em outras nações, a exemplo da China. Essa realidade não é benéfica para a sociedade, pois há um controle direto ou indireto sobre todos, o que pode influenciar na tomada de decisões e até alimentar a cultura do consumo. Nesse âmbito, torna-se assustadora a “nova forma de totalitarismo” do século XXI, o totalitarismo cibernético.
Como mencionado, a China é um dos países que mais controla o seu povo. Esse controle tem sido realizado através de um sistema tecnológico. Conforme dito na Revista Veja, o país tem sido pioneiro no lançamento do programa: “Sistema de Crédito Social” (SCS). Esse sistema monitora profundamente os indivíduos e atribui-lhes pontos, de acordo com seu comportamento.
Essa medida, notoriamente, tem como objetivo o controle das ações da sociedade, para que sejam fiéis às leis do Governo Chinês. Se alguém atravessar a rua fora da faixa de pedestre, ou tiver processos judiciais pendentes, ou seja, sem ter comparecido à Justiça quando deveria, perde pontos em seu perfil no SCS. Caso uma pessoa esteja com uma quantidade baixa de pontos, ela é privada de fazer um empréstimo, de ser contratada em um novo emprego, ou até de matricular seu filho em uma escola melhor. Ademais, a foto do infrator pode ser postada nos outdoors da cidade, para que o exemplo de atitudes errôneas não seja seguido pelos demais cidadãos, de acordo com a renomada Revista. Essa nova e triste realidade chinesa gera medo e tristeza, pois os direitos e deveres ainda não estão esclarecidos. Outrossim, demonstra o totalitarismo tecnológico no qual a nação está inserida.
Nesse sentido, portanto, é bastante necessário que as autoridades mundiais não utilizem de uma forma tão restrita e cruel de domínio. Isso porque isso vai contra a Declaração de Direitos Humanos da ONU, uma vez que ela garante o direito à liberdade do cidadão. Além disso, existem outras formas de garantir que as normais do Estado sejam cumpridas. Por exemplo, o SISBIN ( Sistema de Inteligência Brasileiro), juntamente com a CIA (Central Intelligence Agency), pode criar um sistema efetivo de reconhecimento facial, a fim de identificar transgressores da lei nas ruas do país. Para atitude punitiva, o desobediente poderia trabalhar, por até três anos, em uma propriedade do agronegócio, sem direito ao salário. Dessa forma, o sistema não traria frustração ao povo, não restringiria a liberdade social e, ao mesmo tempo, deixaria todos mais cuidadosos para obedecer as determinações nacionais.