Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 18/05/2020

Desde os regimes totalitaristas URSS, Nazista até ao regime autoritário do Estado Novo no Brasil a informação é uma arma importante para o controle das massas. Logo, possibilitando o cruzamento de dados que foram usados por órgãos especializados como a Gestapo com o intuito de coagir opositores e garantir o poder. Atualmente, o anseio de poder permanece o que muda é a praticidade da coleta de informações através da tecnologia. Nesse sentido, pode-se analisar as consequências para a sociedade.

Desse modo, com a expansão e popularidade da internet desde os smartphones a cidades inteligentes possibilita uma coleta de dados enorme de uma população, assim podem ser utilizados por Companhias e Governo a fim de influenciar, manipular e explorar seja o comportamento de consumo até as emoções que levam uma parte considerável  das pessoas  a alienação e a reproduzir os desejos dos controladores. Assim como, no processo de impeachment da ex presidente Dilma Roussef que foi preconizado por ondas de ataques virtuais.

Ademais, como defende o professor de ética e informação Luciano Floridi, os novos mecanismos para exercer o poder, denominado por ele de " Poder Cinzento" consiste não mais no processo direto de persuasão, mas em influenciar aqueles que influenciam os poderosos. Desse modo, pode-se elencar movimentos populares que tiveram alta adesão por serem fomentados pelas redes sociais como a primavera árabe e recentemente recorrentes manifestações em prol do Presidente Jair Bolsonaro.

Portanto, a população que é a vitima desse processo criminoso de roubo de dados devem promover manifestações e atos  populares com o intuito de reivindicar o direito de privacidade que está previsto no artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Além disso, deve  criar e divulgar debates que visam orientar as pessoas com o devidos cuidados a serem tomados com dados pessoais e consumo de informações pelas redes sociais. Assim, pode-se criar pensamento critico da realidade e evitar a  alienação das massas  e ideologias nocivas ao coletivo.