Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 15/06/2020

A internet e as redes sociais ganharam enorme espaço na sociedade atual. Hoje milhões e milhões de cliques são dados por dia, “likes”, “dislikes”, a internet se tornou bem mais acessível e muito engajamento se faz presente na “web”. Um grande exemplo desse engajamento se deu na votação para uma eliminação na última temporada do Big Brother Brasil, que em poucos dias o paredão acumulou mais de um bilhão e meio de votos. A tecnologia e os veículos de massa sempre foram usados para influenciar ou manipular a população, esses aspectos geram um condicionamento da sociedade, promovendo uma falta de liberdade e um totalitarismo velado na conjuntura atual. Assim, a essa situação cabe uma análise.

Primeiramente, deve se considerar que regimes totalitaristas fazem parte da história mundial e a forma como esse processo se dá só se modificou, porém nunca deixou de existir. George Orwell, em seu clássico romance “1984”, já tinha como pano de fundo os efeitos de um ditador na sociedade. Infelizmente, Essas práticas não se retingiram apenas às páginas dos livros. E a utilização dos veículos de massa com a TV, tal como no romance de Orwell, o cinema e a internet são alternativa de imposição de práticas e manipulação dos indivíduos. Assim como o “Big Brother” aparecia por um desses meios, Hitler usou da publicidade para difundir suas idéias e consolidar suas imposições. Atualmente, podem ter surgidos outras mídias, como as redes sociais ou canais no “Youtube”, porém, a figura do influenciador está sempre presente.

Consequentemente, é fortalecido o condicionamento dos indivíduos e lhe é censurado a livre expressão, caso ela não esteja dentro dos “padrões estabelecidos”. A constante vigilância presente na internet remete aos conceitos abordados no panóptico do filósofo Michael Foucault. Segundo o autor, a vigilância pode se tornar a punição. Atualmente, com as redes sociais isso pode ser muito intenso. Exemplo disso é a “política do cancelamento”, o erro ganha proporções gigantescas e você pode ser condenado ainda dentro das redes sociais. Assim, o homem retoma a função de lobo do homem.       Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Então, cabe ao Ministério Público e ao Ministério da Justiça fiscalizarem o posicionamento e o cunho da utilização dos meios de comunicação e das redes sociais. Isso pode acontecer por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Neste deve conter condições para conteúdos e impedimento de produtos tendenciosos, com objetivo de manipulação, imposição ou qualquer outro aspecto que cerce a liberdade individual mesmo que intelectual dos indivíduos. Com isso, espera-se limitar as novas formas de totalitarismo na era tecnológica.