Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 02/06/2020
Quando se fala em totalitarismo, é comum que os pensamentos se voltem ao contexto da Segunda Guerra Mundial e à Alemanha nazista, todavia, o cenário agora envolve as plataformas digitais e está mais próximo do cotidiano do que parece. Visto isso, a triste situação surge devido à sede existente, por parte dos detentores da redes de comunicação, em manipular comportamentos e, por consequência, o livre-arbítrio individual é subjugado pela vontade da minoria controladora.
Nesse nicho, a exemplo do governo ditatorial proposto por Karl Marx e como hoje acontece na China e na Coreia do Norte, o espaço digital também está, gradualmente,virando um meio de opressão. Sendo assim, isso ocorre de modo que as grandes empresas, donas dos meios de informação, uma vez que possuem uma base de dados sobre cada usuário e direitos para utilizar desses recursos podem excluir e propagar com mais afinco o que for conveniente. Dessa forma, a realidade já está sendo cada vez mais introduzida no Brasil e uma prova disso é o projeto de lei, PL 2630/2020, que se for aprovado, concederá às corporações digitais o poder de confiscar tudo que, segundo o critério das próprias organizações, é considerado falso. Logo, ao contrário de “acabar com as fake news”, criará uma grande censura, visto que a minoria poderosa colocará em descrédito o que lhe agradar.
Por conseguinte, essa minuciosa concentração de poder cria o que George Orwell descreveu em seu livro 1984: uma ditadura, na qual nada passa despercebido aos olhos do “Grande Irmão”. De maneira análoga, no contexto atual, essa espécie de “supervisor” se concretiza na figura dos detentores das redes de comunicação. Ainda assim, tendo em mente que a internet virou não somente uma coletânea de dados pessoais, mas um palco, no qual os indivíduos se expressam, a liberdade do cidadão se torna refém da vontade do poder controlador que decide quem e o que pode se manifestar. Desse modo, um grande exemplo do cenário é a China, haja vista que o governo chinês tem o pleno direito de intervir no espaço digital e impedir que certas informações circulem, como informa o jornal O Globo. Assim também, o dono da rede “Facebook” foi processado mais de uma vez por invadir a privacidade de usuários e excluir determinadas divulgações, como mostra o site UOL e o jornal O Povo.
Portanto, é imprescindível ressaltar que a população deve reivindicar seus direitos, por meio de manifestações pacíficas que propaguem a realidade opressora a todos. Outrossim, por intermédio de insistentes recorrimentos judiciais, como processos e e-mails ao tribunal de justiça sobre o abuso de poder na esfera digital. Depois disso, o poder legislativo deve promover um cenário igualitário, por meio da criação de leis que diminuem o acesso das empresas às bases de dados pessoais e garantem a liberdade de expressão nas redes, a fim de que os Direitos Individuais sejam assegurados a todos.