Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 11/06/2020

Com o advento do fim da 2ª Guerra Mundial, o mundo conheceu os horrores dos regimes nazifascistas. Hoje, porém, esses e outros regimes totalitários ganham força com a amplitude das mídias digitais, representando um perigo para governos democráticos e para liberdades individuais. Nessa conjectura, a facilidade de encontrar pessoas no mundo globalizado e, também, o objetivo de colocar em prática as ações idealizadas representam parte da problemática.

Convém destacar, a priori, que o totalitarismo contemporâneo recebe grande influência da globalização. Isso por conta das redes sociais, que facilitam o encontro de pessoas e ideais convergentes, permitindo que totalitaristas obtenham espaço para falar e pessoas que os escutem. Um bom exemplo foi durante a ditadura Vargas, o Estado Novo, em que permeados pelo ambiente compatível, ocorreu a ascensão de movimentos fascistas no país. Dessa forma, e perceptível que tais ideais se espalham em ambientes neutros ou favoráveis.

Ademais, a busca por efetivamente praticar as ações idealizadas nas mídias é ainda mais prejudicial. Isso porque muitos grupos totalitários ultrapassam o meio digital e iniciam práticas coletivas para modificações, buscando colocar sua ideologia em exercício. Uma analogia positiva pode ser feita com a Primavera Árabe, em que diversos jovens se uniram nas mídias sociais e organizaram ações e protestos em busca de um governo mais justo. Dessa maneira, é notório que, dependendo da força e da proporção do movimento, esse pode ultrapassar o meio digital e mudar a realidade vigente.

Diante dos fatos apresentados, é ideal uma ação entre centros de comunicação digital e redes sociais para o desenvolvimento e aprimoramento das restrições de temas como o totalitarismo por meio de filtros nas publicações, exclusão de perfis que abordem opiniões controversas sobre o tema e centrais de análise de postagens e contas duvidosas com o objetivo de restringir a abordagem negativa do tema e não permitir que tais opiniões se propaguem. Além disso, é necessária uma iniciativa de escolas do nível fundamental e médio, historiadores e sociólogos para realização de um projeto que ensine e aprofunde o conhecimento juvenil sobre o totalitarismo por meio de palestras, atividades lúdicas e material audio-visual que clareie os aspectos negativos desses governos com o objetivo de evitar que tais ações tomem forma no mundo contemporâneo e voltem a serem disseminadas.