Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 05/07/2020
No livro “1984” de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que um Estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de moldar a opinião pública a favor dos governantes. De maneira análoga a isso, as novas formas de totalitarismo na era tecnológica. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de pensamento crítico hodiernamente e a exaltação de figuras públicas.
Sob um primeiro viés, cabe analisar a falta de pensamento questionador nas novas gerações, problema que vem da mentalidade coletiva de que todas as informações disponíveis na internet são verdadeiras, sem sequer parar para refletir sobre uma notícia ou matéria publicada. Consoante a isso, o pensamento do historiador Arthur Schlesinger “Ciência e tecnologia revolucionaram nossas vidas, mas a memória, a tradição e o pensamento moldam nossas respostas”, citação que ressalta a importância do pensar sob o compartilhar. Desse modo, as novas gerações devem sempre priorizar o saber e a autocrítica, a fim de evitar a formação de novas massas de manobras, mas agora na internet.
Outrossim, a alienação social é o fator crucial para a persistência na exaltação de figuras públicas ou políticas, visto que muitos consumidores de conteúdo digital consideram os influenciadores como formadores de opinião. Segundo dados expostos pelo Instituto QualiBest os consumidores de determinados conteúdos os disseminam automaticamente sem perceberem, cenário preocupante, dado que muitas das figuras públicas como o atual presidente Jair Messias Bolsonaro, que possui um grande alcance nas redes sociais não filtram o que postam e acabam propagando mensagens de ódio e segregação; influenciando assim, milhares de jovens.
Portanto, é indubitável a necessidade de medidas que venham amenizar as novas formas de totalitarismo na era da tecnologia. Por conseguinte, cabe ao próprio indivíduo desenvolver um pensamento crítico quanto a espécie de conteúdo que consome, por meio de leituras engrandecedoras como “1984” e “Origens do totalitarismo”, a fim de rever o que se está consumindo e o impacto que isso pode causar na sociedade, além de maior intolerância por parte dos aplicativos e redes sociais a discursos de ódio ou que de alguma forma ofenda determinado grupo ou etnia, com objetivo de que a internet seja um lugar mais justo. Somente assim, será possível evitar qualquer tipo de totalitarismo ou autocracia.