Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 08/08/2020

O período medieval foi marcado por intensa hegemonia religiosa em detrimento do livre pensamento dos indivíduos. Nuances desse cenário apresentam-se de semelhante modo na hodiernidade, tendo como principal diferença a manipulação dos indivíduos por mecanismos tecnológicos. Nesse sentido, convém analisar dois fatores determinantes no tocante às novas formas de totalitarismo: a mídia, viabilizada pela intensa urbanização, bem como os simbologismos opressores de cunho superintendente.

Em primeira instância, conforme o escritor português José Saramango, a globalização é uma nova forma de autoritarismo. Nesse panorama, é notório que os meios de comunicação de massa acabam por minimizar o senso crítico dos indivíduos, haja vista a viabilidade de propagação de informações que, majoritariamente, são replicadas, confundidas pelas pessoas, como se fossem suas visões intrínsecas e, por corolário, tornando-as entrave para o refinamento do saber. Tal fator ocasiona o “acorrentamento” dos indivíduos, como proposto pelo filósofo Jean Jacques Rousseau, visto que a interferência da mídia para a formação de opinião coloca em xeque a autenticidade dos sujeitos, acarretando formas de pensamento homogêneos.

Outrossim, o sociólogo Noam chomsky, por meio da análise das “Dez estratégias de manipulação das massas”, evidencia que as superintendências, responsáveis pela representatividade da nação, induzem a formação de uma sociedade complacente com a mediocridade. Logo, a comunidade torna-se, de forma indireta, negligente ante o conhecimento, dado que, com o uso de publicidade, a manutenção de sistemas que visam enganar os cidadãos é propiciada.  Frente a isso, é incontrovertível que a camuflagem, expressa por símbolos opressores, a exemplo da censura de ideias que comprometem instituições hegemônicas, de forma a não atingirem a consciência do corpo social, são naturalizadas e aceitas pelos indivíduos.     Portanto, para que a utopia da participação genuína dos indivíduos não seja consolidada, urge que medidas sejam implementadas para a resolução da problemática. Sendo assim, compete ao Ministério da Cidadania, concomitante ao Ministério da Educação, elaborar um projeto de simpósios, entregue à Câmara dos Deputados. Tal ação será propagada por meios midiáticos, como internet e televisão e redigida por especialistas em Recursos Humanos,  a fim problematizar a questão do totalitarismo ideológico vigente e interiorizar o pensamento crítico aos sujeitos, com o incentivo à pesquisa , e construção da individualidade. Com isso, espera-se a diminuição dos impactos da globalização, uso da mídia com lentes de discernimento no que tange às superintendências bem e, por fim, a extinção das nuances do período medieval.