Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 23/07/2020

1948 é um livro do escritor George Orwell, que foi publicado em 1949, quando a data do título da obra pertencia ainda a um futuro distante, basicamente o personagem principal se revolta contra a sociedade totalitária em que vive, cansado do Grande Irmão vigiando tudo e todos, apesar da ausência da internet e outros meios tecnológicos na época da criação da obra, o autor já descreve no livro situações de perda de privacidade e individualidade. Diante dessa perspectiva cabe avaliar como agem as  novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Á medida que os avanços científicos se sucederam a tecnologia revolucionou a forma como as pessoas se comunicam, buscam conhecimento e compartilham sua privacidade, frente a isso, a globalização contribuiu para a idealização de padrões a serem seguidos, criando a busca infinita pelo sentimento de aceitação e pertencimento, transformando assim, os meios de comunicação em massa, fortes armas para a manipulação dos indivíduos, analogamente, a coação por meio das propagandas para promover uma boa imagem do Presidente Getúlio Vargas, durante o Estado Novo em 1939. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, milhares de jovens dentre 37 países sofreram sintomas de abstinência após 24 horas em ausência de qualquer aparelho para comunicação, sentindo um vazio, desespero e ansiedade. Com base nesse estudo é perceptível a dependência dos humanos perante a internet, e a influência que é capaz de exercer sobre os mesmos.

Faz - se mister ressaltar que, a relação de dependência, a constante busca por se encaixar em padrões e a forma como os meios manipulam a opinião pública citados no parágrafo anterior, são normalizados no imaginário coletivo, assim a população não reflete sobre o motivo e até mesmo o perigo de compartilharem sua localização, compartilharem sua privacidade, o motivo de defenderem certas ideologias ou acreditarem em determinadas notícias, afirma a filósofa alemã Hannah Arendt " Homens que não pensam são como sonâmbulos", ou seja, fáceis de serem coagidos.

Infere-se, portanto,  que o advento de novas tecnologias potencializou as formas de manipulação sobre os indivíduos, mas também as normalizou no imaginário coletivo, custando à todos grande perca de privacidade.  Para resolver essa problemática é preciso promover o pensamento crítico, para isso o Legislativo, por meio de elaboração de leis, exigirá aulas nas escolas sobre educação digital, privacidade, controle de dados e influência dos meios. A própria mídia por ser um recurso de massa pode promover um debate entre os cidadãos, e por fim, uma maior fiscalização do executivo com o uso de dados públicos, para assim diminuir os novos meios de ação do totalitarismo