Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 11/08/2020
Goebbels, político alemão, foi o ministro que influenciou milhares de alemães a aderirem ao nazismo, tudo por meio de propagandas. Com o avanço tecnológico, novos meios de comunicação surgiram, estes, por sua vez, facilitam a distribuição de ideologias, hábitos ou mesmo instigam desejos semelhantes no público, gerando uma cultura massificada. Tendo como caráter esta massificação, meios de comuniação atuam de forma totalitária: por intermédio da tecnologia exercem influência sobre o público a fim de obter apoio. Não obstante, essa forma de totalitarismo é prejudicial, já que omite dados, informações e dificulta a inserção de novas correntes de pensamento. Dessa forma, é imprescindível que haja maneiras de diminuir os impactos negativos dessa nova forma de totalitarismo.
No livro “1984”, George Orwell retrata uma sociedade comandada pelo “Big Brother”. O sistema tem como função manter a sociedade estável por um meio totalitário. A função social do protagonista é falsificar registros históricos a fim de promover interesses do governo. Dessa forma, o controle total sobre os meios de comunicação e a propaganda fervorosa moldavam indivíduos que não contestavam o sistema e, por conseguinte, mantinham a estabilidade social. Fora da ficção o cenário não é diferente: algoritmos são desenvolvidos para manipular o acesso às informações e notícias tendenciosas são transmitidas ao público como uma forma de administrar a forma de agir e pensar das massas.
Com o início do governo Bolsonaro em 2019, uma onda de hashtags atacando a rede televisiva Globo foram publicadas. As ofensas contestavam a omissão de dados, notícias sensacionalistas ou mesmo repetitivas com intuito de influenciar telespectadores a atacarem o governo. Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, o totalitarismo é aceito pelas massas a partir de propagandas estruturadas para influenciar o pensamento sob um único víes. Dessa forma, ao transfigurar informações, canais comunicativos, como a Globo, conseguem moldar o pensamento das massas, servindo como base o totalitarismo.
Dessarte, considerando que atualmente existem diversos canais de comunicação que articulam informações tendo em vista influenciar as massas, faz-se imperiosa a necessidade de diminuir impactos negativos dessa forma de totalitarismo. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação a inserção de matérias interpretação de textos e dados na base comum curricular desde o ensino fundamental. O fito de tal ação é estimular a análise de textos verbais e não-verbais para que se consiga obter um olhar crítico desde cedo, possibilitando reconhecer textos manipulados e sensacionalistas. Somente dessa forma será possível reduzir os efeitos maléficos do totalitarismo tecnológico, pois, conforme Gabriel, O Pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro.”