Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 16/08/2020
A distopia à luz da realidade
O autor George Orwell em seu romance distópico “1984” explana a respeito de Winston Smith, um funcionário do governo da oceania que perde a sua identidade vivendo sob um regime totalitário. Pautando-se na vigilância governamental onisciente, manipulação pública propagandística e aplicação do terror, o governo que Orwell cria em seu livro evidencia a materialização da distopia, fazendo-a presente nos dias atuais.
Concomitante à Orwell, o totalitarismo foi um sistema político de governo criado durante o período entreguerras, metade do século XX. Potências como Itália e Alemanha tiveram o totalitarismo fortemente presente neste período, em que a figura do Estado tivera o poder maior. Migrando-se aos dias atuais, esse sistema político se faz presente não só na esfera social, mas também na esfera tecnológica. A china, controlada pelo partido comunista chinês, utiliza da inteligência artificial como meio de controle populacional, no qual os cidadãos são filmados e vigiados pelo governo. Essa atitude afronta o direito à liberdade individual e à privacidade, em que as pessoas têm suas vidas controladas, a maior parte do tempo, por câmeras tendo em vista o sistema de monitoramento social. Diante dessa perspectiva, a vigilância social feita pelo governo chinês traz à luz da realidade o cenário presente no romance distópico 1984.
Paralelamente, muitos líderes como forma de se manter no poder, amedrontar a população e até mesmo exercer a magnitude de seu regime, acabam por utilizar-se de políticas de cunho totalitário. O governo da Coreia do Norte é um exemplo dessa situação. O controle máximo da população, proibição à internet, livros e qualquer informação externa a esse país bem como a manipulação pública propagandística e intelectual por meio da figura do presidente Kim Jong-un, faz da população norte coreana subservientes que perderam seus valores. A padronização comportamental humana nos regimes totalitários atrelada à vigilância excessiva governamental refletem a realidade subjetiva solitária humana presente nesse sistema político de governo.
Por conseguinte, é notável a verossimilhança entre o romance de George Orwell com a realidade vigente. Faz-se mister a ação dos ministros dos tribunais superiores de cada país em conjunto com o Tribunal Internacional de Justiça - Tribunal de Haia - em julgar as medidas tomadas pelos governos totalitários. É necessário, também, a vigilância virtual uma vez que esse meio serve de base à manipulação informacional. Desse modo respeitando as liberdades individuais e sociais e alertando os governos e a população à respeito das consequências de um governo repressivo, de cunho totalitário.