Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 17/08/2020

A sociedade italiana do século XX foi devidamente afetada pelo regime Fascista, o qual buscava dominar os cidadãos por intermédio da manipulação em massa, e isso gerou drásticas consequências para a sua democracia. Hodiernamente, com a era digital, os governantes vêem como mecanismo infalível o uso das novas tecnologias para favorecer seu poder político em meio à sociedade.

É relevante salientar, a priori, a Constituição Federal Brasileira de 1888, a qual assegura o direito democrático da liberdade individual à pessoa humana. Contudo, na prática, com o uso exorbitante das tecnologias na era globalizada, os indivíduos estão, gradativamente, mais dominados aos que exercem o poder político. Nesse cenário, tendem a apostar em propagandas nas mídias digitais, tentando atingir o público com um discurso banal e atraente, para assim, mantê-los alienados às suas narrativas.

Convém ressaltar, ademais, a obra literária “Segundo Tratado Sobre O Governo Civil”, do filósofo iluminista John Locke, no qual ele faz uma analogia que a liberdade é um direito natural de cada indivíduo, fazendo jus a um estado democrático. Nesse contexto, nota-se a autonomia do homem na sociedade como um bem comum, e com isso inviabiliza práticas totalitaristas, seja por meio da força bruta, seja por meio da tecnologia. Com isso, frisa alertar-se aos políticos que buscam por meio de estratégias, criar lacunas na soberania popular.

Em síntese, analisa-se o totalitarismo na era tecnológica como um óbice para exercer a liberdade e a democracia. Dessa forma, é de suma importância que a Mídia televisiva e digital - Canais de tevê e redes sociais -, atuem por meio de exibição de programas educativos, relatando as histórias e as consequências de governos totalitários, como o Fascismo italiano e o Stalinismo Soviético, com intenção de alertar a população. Assim, haverá uma sociedade mais lúcida para fazer jus à Carta Magna.